As 25 pessoas detidas na madrugada deste domingo em Lisboa após a intervenção da polícia na praça do Rossio começaram a ser libertados esta manhã, tendo de apresentar-se a tribunal na segunda-feira.
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Violência, gritos e detenções: polícia retira manifestantes à força do Rossio
A polícia dispersou hoje, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação
As ordens da PSP, no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, começaram às 00:30, hora a que, segundo a polícia, as concentrações deveriam ter terminado, mas a intervenção da Unidade Especial de Polícia só aconteceu cerca das 02:00 (hora após a mudança para o horário de Inverno).
De acordo com a PSP, há sete feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa, refere que a assistência de dezenas de feridos.
“Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela policia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada”, lê-se no ‘post’ do Instagram.
Ao canal CMTV, Filipe, de 32 anos, uma das pessoas detidas e dos primeiros a sair da esquadra da 1.ª divisão policial na Rua da Palma, em Lisboa, explicou que “estava no lugar errado, à hora errada” quando foi detido pela polícia.
“Fui apanhado no meio. Fui ‘naif’ porque estava com amigos a conversar na fonte entre a polícia e os manifestantes que estavam acampados, já não estávamos no protesto. Participámos na manifestação desde o Marques de Pombal, mas só já estávamos a falar entre amigos”, disse.
Filipe acrescentou ainda, embora não tenha noção das horas, que esteve “perto de seis horas detido” e que saiu com indicação de se apresentar na segunda-feira, pelas 13:30, a Tribunal.
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