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Celebrações do 10 de Junho: acompanhe ao minuto

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Celebra-se hoje o dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas - o primeiro durante a presidencia de António José Seguro. O Presidente da República e o primeiro-ministro vão estar em Angra do Heroísmo.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 15:42
Lusa

Marcelo elogia "discurso excecional" de Seguro

O ex-presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa classificou como excecional o discurso do atual chefe de Estado, António José Seguro, nas cerimónias do 10 de junho.

"[Foi] um discurso excecional, excecional no que disse, excecional na forma como disse, excecional sobre Portugal, Camões, as comunidades, presente e futuro, excecional", afirmou, em declarações aos jornalistas, à saída da cerimónia, que decorreu em Angra do Heroísmo, nos Açores.

Marcelo Rebelo de Sousa não fez mais comentários enquanto se afastava dos jornalistas para cumprimentar várias pessoas que o interpelavam.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 15:41
Lusa

PAN valoriza realização das comemorações nos Açores

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, valorizou a realização das comemorações do 10 de Junho na ilha Terceira, nos Açores, e alertou que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".

Segundo Inês de Sousa Real, as comemorações nos Açores são "um sinal político muito importante para todo o país em matéria de coesão territorial". Por isso, o partido louva "o esforço da Presidência [da República] de assinalar este ano" o 10 de Junho nos Açores, por considerar que a coesão territorial "não pode ser apenas um mero chavão".

Também referiu que o contexto atual da guerra é um desafio que Portugal tem de enfrentar, "não deixando para trás nem as matérias sociais, nem a questão da saúde ou até mesmo o combate às alterações climáticas, que é também muito relevante" para os Açores.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 15:40
Lusa

IL sintonizada com discurso do Presidente da República

O presidente do Conselho Nacional da IL, Pedro Ferreira, disse que o partido está sintonizado com alguns dos apelos que foram feitos pelo Presidente da República e que o país "tem tudo para melhorar".

"Relativamente à segunda parte da intervenção do senhor Presidente da República, apetece-me dizer que a determinada altura pensei estar a ouvir um dirigente da Iniciativa Liberal a discursar", declarou Pedro Ferreira aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

Para o presidente do Conselho Nacional da IL, Portugal "precisa é de esperança", de "melhores remunerações", de "menos Estado e de mais liberdade" e de "liberdade com responsabilidade". "E, portanto, sob esse ponto de vista, estamos sintonizados com a segunda parte da intervenção do senhor Presidente da República, queiram aqueles que têm governado o país desde o 25 de Abril ter a capacidade de perceber que mais Governo é sinal de menos desenvolvimento, de menos economia, de menos crescimento, de menos captação de jovens talentos, de menos quadros", justificou.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 15:38
Lusa

Presidente do Governo dos Açores diz que discursos enfatizaram dimensão do arquipélago

O presidente do Governo Regional dos Açores considerou que os discursos do 10 de Junho nas cerimónias realizadas na ilha Terceira enfatizaram a dimensão do arquipélago, cuja importância começa a ser mais valorizada.

"Eu estou muito ciente de que se começa agora a valorizar com outra consciência a importância dos Açores, com um investimento que há de ser feito em infraestruturas que dinamizem o crescimento e o desenvolvimento económicos, mas também infraestruturas de duplo uso que assegurem garantias de segurança e defesa para o país, para a União Europeia, para a NATO, para o mundo", afirmou o chefe do executivo açoriano da coligação PSD/CDS/PPM.

José Manuel Bolieiro disse ter ficado satisfeito com a escolha do arquipélago para a realização das cerimónias, no ano em que se celebram 50 anos de autonomia política, e considerou que os discursos deram uma "ênfase bastante significativa" à dimensão dos Açores na projeção atlântica de Portugal.

"Os Açores estão agora numa centralidade mundial. São, para o seu desenvolvimento socioeconómico, uma ultraperiferia da União Europeia, por isso, uma região de necessidades, mas também são uma região de oportunidades para a dimensão e projeção de Portugal enquanto relevante na União Europeia e no mundo", frisou.

José Manuel Bolieiro defendeu que "a União Europeia tem de ter uma estratégia nova para o Atlântico" e para os Açores, uma "fronteira que lhe dá outra dimensão de estabilidade e de relevância geopolítica global".

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 15:03
Lusa

Chega destaca "série de alertas" de Seguro ao Governo

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, considerou que o Presidente da República fez no seu discurso "uma série de alertas" ao Governo e que o primeiro-ministro "deve ter ficado com as orelhas a arder".

"Eu creio que o Presidente da República, mais uma vez, fez uma série de alertas a este Governo, de coisas que o Governo não tem feito", declarou Pedro Pinto aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

Segundo o líder parlamentar do Chega, o Governo liderado por Luís Montenegro "não tem melhorado os problemas dos cidadãos", e deu também o caso da habitação que "continua a faltar em Portugal" e dos salários que "continuam a não aumentar". Referiu que os jovens portugueses, "os mais qualificados do mundo, continuam a emigrar" e o país continua a "importar o pior que o mundo tem".

"Eu creio que foi um discurso realista e um discurso com muitos alertas", salientou. "Acho que Luis Montenegro, que estava aqui também presente, deve ter ficado com as orelhas a arder. Porque tudo aquilo que nós ouvimos o senhor Presidente da República dizer é tudo aquilo que nós defendemos para o país: um país com qualidade, com bons salários, com muito trabalho", afirmou.

Salientou, no entanto que "não foi muito delicado" da parte do Presidente da República o discurso que fez no Luxemburgo quando comparou a "imigração descontrolada que entra em Portugal" com os emigrantes quando foram para o Luxemburgo, para a Suíça, para a Venezuela e para "tantos países do mundo".

"Eles foram para trabalhar, não foram para receber rendimentos mínimos e pensões sociais, como fazem a grande maioria dos imigrantes que entram em Portugal. Portanto, nós estarmos a comparar os nossos emigrantes a esta imigração que entra em Portugal. Acho que é uma falta de respeito e penso que o Presidente República não foi feliz no Luxemburgo", afirmou.

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10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 14:25
Lusa

Líder do PS elogia discurso "muito substantivo" do Presidente

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou que o Presidente da República fez um discurso de 10 de Junho "muito substantivo" que dá "força e energia" e inspira para o futuro.

"No que respeita à vida política interna, há uma mensagem de apelo ao diálogo, à concertação e ao compromisso para colocarmos os nossos propósitos fundamentais do desenvolvimento humano no centro das nossas prioridades", declarou José Luís Carneiro aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

Para o líder do PS, o discurso proferido por António José Seguro foi "muito substantivo" que "dá força e energia" e "inspira para o futuro", para o futuro do país. O secretário-geral socialista também referiu que o país tem "uma expressão insular, uma expressão arquipelágica", referindo que a comemoração do 10 de Junho nos Açores, valorizando o mar, o oceano e a expressão Atlântica e reiterando o "compromisso com a Aliança Atlântica como fator essencial e esteio fundamental" da defesa e da segurança, pareceu-lhe "um ponto muito importante, particularmente num mundo cuja geopolítica e geoestratégica está a alterar-se profundamente".

Carneiro salientou ainda que o Presidente da República fez um discurso de "apelo ao respeito e à valorização da diversidade" e também à valorização "daquilo que são elementos e esteios fundamentais da afirmação de Portugal no mundo".

Quando questionado sobre se deve ser revisitado o acordo de utilização da Base das Lajes e em que momento é que isso deve acontecer, respondeu que o "mais importante" é sublinhar aquilo que disse o Presidente da República: "a nossa pertença ao projeto europeu e a nossa participação ativa no projeto europeu não significa a desvalorização, pelo contrário".

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10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 14:22
Lusa

CDS-PP salienta apelo do Presidente da República à estabilidade política

O líder da bancada parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, destacou o apelo à estabilidade política do Presidente da República no seu discurso do Dia de Portugal, considerando-a fundamental para que o país possa implementar reformas.

"É fundamental que Portugal tenha estabilidade política para que as reformas que o Governo está a desenvolver possam efetivamente ter resultados na vida, no dia-a-dia dos portugueses. E esse apelo é também um apelo muito importante que o senhor Presidente da República deixa neste discurso do 10 de junho", afirmou.

O deputado centrista falava em Angra do Heroísmo, em reação ao discurso do Presidente da República nas cerimónias do 10 de junho. Paulo Núncio vincou o apelo que o Presidente da República fez de "colocar sempre o interesse nacional à frente dos interesses particulares e dos interesses partidários".

"Eu penso que esse apelo do senhor Presidente da República vem no seguimento do seu discurso de tomada de posse, em que reafirmou a importância de Portugal ter estabilidade política, de, até 2029, a legislatura não ser interrompida com eleições antecipadas e com crises políticas desnecessárias", salientou.

O líder da bancada parlamentar do CDS-PP realçou ainda no discurso "o reforço do papel da NATO e da Aliança Transatlântica" e reconhecimento "do papel das Forças Armadas nas missões que continuam a desenvolver" em Portugal e no estrangeiro.

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10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 14:21
Lusa

PCP enaltece apelo ao compromisso e afirma que Portugal "tem voz própria"

O secretário-geral do PCP elogiou o apelo ao compromisso feito pelo Presidente da República nas comemorações do 10 de Junho e alertou que Portugal, apesar de ter "responsabilidades internacionais", tem "uma voz própria".

Em declarações à margem de uma visita à Feira Nacional de Agricultura (FNA), em Santarém, Paulo Raimundo, enalteceu a escolha da ilha Terceira como palco das comemorações, considerando que é importante "valorizar o papel das autonomias" e "relembrar a alguns de que também os Açores, também a ilha Terceira e as Lajes são território nacional".

O líder do PCP enalteceu ainda o "apelo ao compromisso" feito por Seguro salientando que o partido está disponível para "esse compromisso pelos direitos", nomeadamente ao nível dos salários, do Serviço Nacional de Saúde, da habitação ou das creches, enumerou.

Questionado sobre o facto de o Chefe de Estado ter insistido que a "autonomia estratégica europeia" é conciliável com a "defesa transatlântica", o secretário-geral do PCP sinalizou que "o caminho do país é não só o da paz, da cooperação e da solidariedade, mas também de fazer tudo o que está ao seu alcance para que isso seja o caminho dos outros".

"E portanto, eu acho que o fato do sr. Presidente ter escolhido aquele sítio em concreto, mesmo sem o ter eventualmente referido no seu discurso, acho que é um sinal que dá, e é um sinal positivo", acrescentou, numa referência à escolha de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde está situada a Base das Lajes, para a sua primeira cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal enquanto Chefe de Estado.


10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 14:17
Lusa

PSD destaca apelo do Presidente da República à estabilidade política

O líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, considerou que o Presidente da República deixou um apelo de estabilidade política no discurso do 10 de junho, recusando comentar a divulgação da lista de clientes da Spinumviva.

"Julgo que, como mensagem política, aquilo que resulta, para lá de uma palavra de esperança e de acreditar, foi um pedido para que todas as forças políticas tenham consciência de que estes são momentos, os momentos que vivemos, em que os ciclos eleitorais devem relevar menos, e aquilo que deve ser absolutamente decisivo é o interesse nacional. No fundo, uma palavra de longo prazo e de estabilidade política que registei, que anoto e com a qual concordo", afirmou.

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Questionado sobre a divulgação dos clientes da empresa Spinumviva, criada pelo primeiro-ministro, Hugo Soares rejeitou fazer comentários, alegando que o país está mais preocupado com as palavras do Presidente da República.

"No dia em que falamos de 10 de junho, de patriotismo, de acreditar, de esperança e, sobretudo, de capacidade de diálogo e moderação, esse não é tema nem para mim, nem é tema para o país. O país está muito mais preocupado com as palavras do seu Presidente da República, de mobilizar as forças vivas do país para fazer a transformação que o país ainda precisa, do que com 'fait-divers'", apontou.

Já sobre os antídotos apresentados por António José Seguro para combater populismos, o líder da bancada parlamentar do PSD defendeu que são receitas que o partido tem vindo a adotar. "São, precisamente, os ingredientes, que nós temos vindo a usar para combater os populismos, para combater aqueles que não são moderados, mas, sobretudo, são os ingredientes que nós temos usado para fazer as transformações que Portugal precisa", salientou.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 13:17
Lusa

EUA saúdam Portugal como um dos aliados "mais antigos e fiéis"

O secretário de Estado dos EUA enviou "saudações calorosas" no Dia de Portugal e evocou a amizade antiga entre os dois países, desde a independência norte-americana.

"Em nome do povo americano, envio saudações calorosas a Portugal, que celebra o dia de Portugal, Camões e as Comunidades Portugueses" e, "num momento em que os EUA se preparam para comemorar os 250 anos de independência no próximo mês, reconhecemos Portugal como um dos nossos parceiros mais antigos e fiéis", escreveu Marco Rubio, numa mensagem divulgada pelo Departamento de Estado. No final do século XVIII, o "vosso apoio ao nosso processo de independência forjou uma amizade que tem sido aprofundada ao longo do tempo", referiu o chefe da diplomacia norte-americana, que salientou os "notáveis progressos na relação bilateral" no último ano.

Em paralelo, Rubio saudou a entrada de Portugal nos acordos de Artemis, um acordo multilateral não vinculativo entre os EUA e outros países participantes do programa norte-americano para levar humanos à Lua e expandir a exploração espacial para Marte.

No que respeita à presença de Portugal no mundo, o secretário de Estado recordou que "mais de 1,3 milhões de americanos invocam herança portuguesa, incluindo muitos com grandes ligações aos Açores", onde os EUA gerem a Base das Lajes.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 12:50
autor Débora Calheiros Lourenço

Celebração termina

A cerimónia chegou ao fim. Os convidados já circulam pelo recinto para se cumprimentarem e as pessoas a assistir dispersam.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 12:22
autor Débora Calheiros Lourenço

Forças Armadas desfilam pelo Cerrado do Bailão

Começa agora o desfile das Forças Armadas, dos antigos combatentes, ao bloco de estandartes nacionais, passando pelas forças apeadas e os militares equipados para combate. Todos os convidados instituicionais assistem de pé. 

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 12:05
autor Débora Calheiros Lourenço

António José Seguro: “Enquanto outros viram o fim da terra os portugueses viram o início de um caminho”

Fala agora o Presidente da República, que começa por citar o poeta açoriano Vitorino Nemésio afirmando que “quando penso no mar, o mar regressa” para salientar que a “ideia de que o mar não é apenas uma paisagem, é uma condição”, “não é apenas a geografia que nos rodeia, é destino é carácter” e foi onde os portugueses aprenderam a “olhar mais longe”.  

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

“Ensinou-nos o valor da saudade, essa palavra tão nossa”, continuou Seguro que acredita que “falar de mar é falar da identidade portuguesa”: “Também por isso quis estar aqui em Angra do Heroísmo, no meio do Atlântico”.

Para Seguro o Atlântico é fundamental para a autonomia estratégica europeia, que “não significa isolamento”, nas sim “a liberdade de decisão e responsabilidade, aperfeiçoando, atualizando, reforçando as relações bilaterais”.

Assim como Miguel Monjardim, o Presidente português considera que a autonomia regional “fortaleceu Portugal” porque permitiu “políticas adaptadas a realidades locais” apesar de ainda verificar um alto “custo da insularidade” responsável por provocar “assimetrias”. 

Seguro alerta que “vivemos tempos de trincheiras” durante o qual é essencial que nos foquemos em “convites ao diálogo”: “Mais de tolerância do que exclusões. Mais de disponibilidade do que de afastamento”.  

Numa menção a Camões, Seguro defende que “nenhum poeta escreveu o que fomos e desejámos ser”, mas que a sua importância “não significa escolher o passado e permanecer nele” antes “reconhecer a herança e importância simbólica para o modo de ser atual”.  

No que parece ser um aviso ao Governo, o líder português considera que é tempo de “de defender o interesse de longo prazo, mesmo quando o ciclo eleitoral nos empurra para o curto prazo”. O Presidente da República diz que é tempo do Estado e as empresas assumirem que “o mercado de trabalho ainda não aprendeu a reconhecer adequadamente” a qualificação e a inovação: “Não podemos ficar à espera de milagres.” 

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 11:49
autor Débora Calheiros Lourenço

Miguel Monjardino: “Devemos olhar para a terra novamente através do mar"

Miguel Monjardino foi o escolhido de António José Seguro para presidir às comemorações nesta que é a primeira celebração do seu mandato. O presidente da comissão organizadora das comemorações começou por fazer uma referência ao hino português: “Heróis do mar, é assim que começa o nosso hino nacional. Não o esqueçamos".  

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Assim sendo o especialista em geopolítica natural da Terceira defende que existem “duas formas” de ver a “história”: “olhar para o mar a partir da terra” ou “para a terra a partir do mar”.  

O especialista em relações internacionais reforçou a necessidade de “olhar para a terra a partir do mar” e o papel que as regiões autónomas portuguesas devem assumir na nossa política externa: “Devemos olhar para a terra novamente através do mar. Os Açores e a Madeira continuam a ser ponto de convergência entre as Américas, a Europa e África”. "Um país que negligencia a preservação do seu património construirá sempre mal o seu futuro", continuou.  

Monjardino alerta que “uma cortina de mede tem vindo a descer sobre Portugal”, o que considera que pode ser o início de um “novo ciclo histórico iniciado na II Guerra Mundial”. Agora o “mundo multilateral” que “nos foi altamente benéfico” está a ser substituído por um mundo “hierárquico e fragmentado”. O especialista considera que para esta alteração existem três respostas possíveis: a do “poder e da força para defender interesses”; o “multilateralismo” que acredita só ser “possível manter se for defendido por muitos”; e a “defesa de uma nova coligação de potências médias para defender partes importantes do sistema internacional”.  

Miguel Monjardino foca-se agora nos surfistas que com “coragem, treino, preparação meticulosa e boa avaliação do risco” são capazes de surfar as ondas da Nazaré, as maiores do mundo. “Nos próximos anos teremos de navegar ondas semelhantes”, capazes de mudar o mundo. 

No seguimento desta lógica o presidente das comemorações defendeu que “até 2030 viveremos tempos de urgência: a desordem e a ignorância serão os nossos inimigos”: “Devemos estar atentos aos nossos aliados. Uma nação livre não deve ter medo”.  

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 11:33
autor Débora Calheiros Lourenço

Homenagem aos militares mortos em serviço

Decorre agora uma homenagem aos militares portugueses mortos em combates. “Com saudade e em família recordamos os nossos mortos (...) que descansem em paz. Amém”, foi ouvido de um minuto de silêncio enquanto quatro aeronaves F16 sobrevoaram a cerimónia.

Ismael Lamela, de 23 anos, foi o último militar português a morrer em serviço. A 7 de maio de 2026 o furriel faleceu no Hospital de São José, em Lisboa, na sequência de um acidente durante o seu último salto de instrução do curso de paraquedista.  

Estima-se que na guerra colonial tenham morrido cerca de 8300 homens 

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 11:20
autor Débora Calheiros Lourenço

Luís Montenegro, Aguiar-Branco e António José Seguro já chegaram ao local da cerimónia

O Presidente da República foi o último a chegar ao local da cerimónia, onde recebeu honras militares, aquele que é o primeiro ato desta cerimónia. É agora ouvido o hino de Portugal, acompanhado por uma salva de 21 tiros. 

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 10:45
Lusa

PR atribui três condecorações nas comemorações na Madeira

O Presidente da República, António José Seguro, vai condecorar uma personalidade e duas entidades no âmbito das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, na sua primeira visita oficial à Madeira

Segundo a informação disponibilizada na página oficial da Presidência da República, o Chefe de Estado que tem chegada prevista às 12h40, tendo como foco a celebração dos 40 anos da autonomia e da adesão de Portugal na União Europeia.

Uma das condecorações será atribuída a Eduardo Luis Mendes Rodrigues, o presidente da Associação Teatro Experimental do Funchal (ATEF), fundada em 1975. Também serão agraciadas a Banda Municipal de Santana e o Centro da Mãe- Associação de Solidariedade Social que tem como missão "o apoio à família, a defesa da vida humana e a promoção da dignidade da mulher", fundada em 1999, que se dedica "ao apoio especializado a jovens grávidas, mães e respetivos filhos em situação de vulnerabilidade".

A cerimónia de imposição das insígnias está marcada para as 16h30 no Palácio de São Lourenço no Funchal.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 10:26
Lusa

Emídio Sousa destaca "presença distinta" de portugueses no mundo

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, destacou a importância da presença lusófona espalhada pelo mundo.

"Envio um abraço a todos os portugueses, a esta nação global que se projeta no mundo, presente nos cinco continentes e em 178 países, marcada por uma forma singular de estar e de ser, assente no trabalho, na dedicação e no contributo para o desenvolvimento dos países e territórios onde escolhemos viver", frisou o secretário de Estado num vídeo publicado nas redes sociais.

Para o governante, além da língua - que considera ser o maior ativo estratégico das comunidades portuguesas -, a forma de estar, a sua capacidade de adaptação, integração e construção de pontes entre culturas faz com que os portugueses tenham uma "presença distinta no mundo".

"Da América do Norte à América do Sul, em África, na Ásia e na Oceânia, estamos presentes, próximos e ligados por uma identidade comum. Isto é Portugal. Isto são os portugueses. Uma comunidade global feita de histórias, de resiliência e de pertença, que transcende fronteiras e se constrói todos os dias", afirmou.

O secretário de Estado salientou ainda que são os emigrantes, "em cada parte do mundo", que dão a conhecer "o que é Portugal e quem são os portugueses".

"Hoje, já não somos apenas Portugal continental e as regiões autónomas. Somos uma presença global, viva e dinâmica, construída por milhões de portugueses e lusodescendentes em todo o mundo. Portugal é, hoje, uma nação global", concluiu.

10 jun 2026 10 de junho de 2026 às 08:36
Lusa

Seguro discursa pela primeira vez nesta data em Angra do Heroísmo

O Presidente da República, António José Seguro, discursa esta quarta-feira pela primeira vez numa cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.

António José Seguro escolheu o professor universitário açoriano Miguel Monjardino, especialista em relações internacionais, nascido em Angra do Heroísmo, para presidir às comemorações do 10 de Junho deste ano, as primeiras do seu mandato presidencial.

Na terça-feira, à chegada a Angra, questionado se escolheu comemorar o 10 de Junho na ilha Terceira também como forma de afirmação da soberania nacional, por causa da Base das Lajes, o Presidente da República respondeu que "todos os dias afirma a soberania de Portugal", seja nos Açores ou "em qualquer canto" do país.

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