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Assédio na faculdade: queixas anónimas não chegam para investigar

Investigação aprofundada por parte da faculdade implica formalização de queixas que até aqui são anónimas. Diretora cria estrutura de apoio para esse processo. Queixas de assédio sexual não incluem até aqui situações de contacto físico ou de pressão para relações sexuais em troca de notas.

A diretora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Paula Vaz Freire, afirma que vai investigar a meia centena de denúncias de situações de assédio moral e sexual que foram enviadas para o canal aberto pelo Conselho Pedagógico daquela instituição. A investigação depende, contudo, da formalização das queixas, ou seja, da saída do anonimato, um passo difícil de dar, sobretudo para quem ainda está a estudar naquela faculdade. Para apoiar esse processo, a FDUL vai criar um gabinete de apoio e aconselhamento jurídico, anunciou a diretora.   

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