Adrião vs Vieira da Silva ou as moções espremidas em 10 minutos

Apresentação das moções globais marcada por balanços e a sugestão de afastar o primeiro-ministro da liderança do partido



"Palavra dada é palavra honrada" é uma expressão que ficou de um dos primeiros debates quinzenais entre o então líder do Partido Social Democrata, Luís Montenegro, e o recém nomeado Primeiro-ministro António Costa. E fez escola no Partido Socialista: na manhã de sábado, na discussão das moções sectoriais, Daniel Adrião, primeiro subscritor da moção A,pediu que o a palavra dada pelo partido seja honrada. Mariana Vieira da Silva, autora da moção B, a de António Costa, respondeu-lhe com os resultados da governação socialista. 

Moção A: um PM não deve ser secretário-geral
Num longo discurso (a mesa definiu 10 minutos para a discussão das duas moções globais, mas Daniel Adrião excedeu-se para lá dos 20 minutos, com vários puxões de orelhas de Carlos César, que preside à mesa do congresso), o contendor derrotado nas últimas directas sublinhou a necessidade de abertura do Partido Socialista aos militantes de base. E o perigo que existe por os órgãos serem compostos por figuras do governo. "O aparelho partidário cada vez se confunde mais com o aparelho do Estado", disse. A sugestão é que não haja acumulação de funções de deputados, autarcas, governantes. E nem sequer da figura do Primeiro-ministro, que deveria excluir-se de ser Secretário-geral do partido. 

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