A probalilidade de aumentar o número de deslocados é "bastante elevada".
O mau tempo em Portugal obrigou a deslocar 1.163 pessoas, todas realojadas, e a Proteção Civil admite como "bastante elevada" a probabilidade do número aumentar devido aos caudais dos rios, sobretudo na Lezíria do Tejo e Sado.
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"Mantendo os caudais que temos neste momento a probabilidade de termos mais desalojados e evacuações preventivas é bastante elevada", disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, no 'briefing' das 12:30 na sede do organismo, em Carnaxide, Oeiras.
Segundo o responsável, não é possível para já fazer qualquer previsão de desagravamento do cenário de cheias e de regresso a casa dos deslocados, sendo uma situação "em avaliação permanente", mas sublinhou que todos os deslocados foram realojados ou em serviços municipais de apoio à população ou pela Segurança Social.
"A zona do rio Tejo, toda a zona da Lezíria do Tejo, principalmente, será uma zona de potencial necessidade de evacuações, bem como a zona do rio Sado, onde pela chuva que caiu esta manhã, que parece que está também a aliviar um pouco deslocando-se para norte, poderá também haver essa probabilidade. Mas no fundo isto é uma incógnita", disse Mário Silvestre.
O comandante nacional sublinhou que o trabalho a fazer neste momento é de acompanhamento e monitorização, incluindo pelas próprias pessoas afetadas e ainda nas zonas de risco, apelando a que façam uma avaliação permanente do perigo que correm e que contactem os serviços municipais de proteção civil e corpos de bombeiros locais a solicitar ajuda sempre que considerem necessário.
Mário Silvestre apontou que as cheias permanecem "um problema premente", sobretudo porque as barragens continuam com cotas muito elevadas e porque os afluentes não conseguem entrar nos rios principais, devido aos caudais elevados, resultando num impacto das cheias mesmo em zonas onde os cursos de água são mais pequenos.
O último balanço da E-Redes relativamente aos trabalhos de reposição de energia elétrica apontam para 63 mil clientes ainda sem eletricidade, dos quais 57 mil são clientes diretamente afetados pela depressão Kristin, há mais de uma semana, e desses 41 mil são da zona de Leiria, 11 mil de Santarém, quatro mil de Castelo Branco e aproximadamente mil da zona de Coimbra, detalhou Mário Silvestre.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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