Voto contra o Pacote Laboral foi surpresa para maioria da bancada do Chega
Maioria da bancada parlamentar do Chega desconhecia que o partido ia votar, alinhado com a esquerda, contra a proposta do Governo para rever a lei laboral. Desconhecimento levou a que muitos deputados tenham demorado a reagir na hora de votar.
O voto contra do Chega à proposta do Governo para rever a Lei Laboral foi uma surpresa para a maioria da bancada parlamentar, avança o Diário de Notícias nesta terça-feira. A intenção de chumbar o pacote laboral foi comunicada apenas a um grupo restrito de deputados para evitar fugas de informação, o que gerou algum desconforto entre os eleitos do partido de André Ventura.
O desconhecimento do sentido de voto do partido, que à 25.ª hora decidiu chumbar o pacote laboral por falta de um entendimento com o Governo, fez com que muitos deputados do Chega tenham demorado a reagir quando André Ventura se levantou para votar contra. Vários vídeos partilhados nas redes sociais mostram o incómodo de membros do Chega, como Eduardo Teixeira, Rui Paulo Sousa ou Rui Afonso, por o partido se ter aliado à esquerda para chumbar o pacote laboral, como pediam os sindicatos.
Recorde-se que, para aprovar o pacote laboral, o Chega tenha proposto que a idade da reforma regressasse aos 65 anos para quem tenha uma carreira contributiva de 40 anos. Defendia ainda a reposição dos 25 dias de férias indexados à assiduidade, licenças para avós darem assistência a netos, reforço do horário de amamentação e melhores condições para quem trabalha por turnos.