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Polícia Municipal alega danos na via pública e apreende cartaz que Chega tentava instalar

Lusa 10 de julho de 2026 às 15:13

Um dos membros do Chega alegou que "o partido não precisa de pedir autorização" para erguer cartazes, acrescentando que é um direito protegido constitucionalmente.

A Polícia Municipal de Lisboa apreendeu esta sexta-feira um 'outdoor' que o Chega tentou instalar em frente ao Parlamento, abrindo buracos no passeio, e instaurou um processo de contraordenação, tendo o partido apresentado queixa-crime à PSP.

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À Lusa, no local, os agentes da Polícia Municipal justificaram que os membros do Chega, sem autorização, danificaram o passeio com a abertura de buracos para erguer a estrutura que suporta o cartaz. A Polícia Municipal apreendeu a lona, identificou os membros do Chega presentes e abriu um processo contraordenacional contra o partido.

A ação da Polícia Municipal levou os elementos do Chega presentes a chamar a Polícia de Segurança Pública (PSP) para apresentar uma queixa-crime contra a Polícia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa.

No cartaz em causa, surge uma imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a boca e os olhos tapados e lê-se a seguinte mensagem: "Portugal a arder. Caos nos Exames. Almada sem água. Onde está o Governo?".

À Lusa, o secretário-geral adjunto do Chega, Carlos Magno Magalhães, um dos membros do partido presentes no local, alegou que "o partido não precisa de pedir autorização" para erguer cartazes, acrescentando que é um direito protegido constitucionalmente.

"Um partido político pode colocar os 'outdoors', as suas mensagens políticas, onde quer e bem entenda. Isto é um abuso de poder. Não sei bem se está a passar em Lisboa com Carlos Moedas", criticou.

Esta ocorrência levou à mobilização de oito agentes da PSP e cinco da Polícia Municipal. Depois de abandonarem o local, cerca das 13:30, o Chega insistiu com a sua ação e voltou a instalar o 'outdoor', com a mesma mensagem sobre o primeiro-ministro.

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