Marcelo sobre atuação da ministra: "Nem sempre quem está perante situações de sufoco é capaz de responder em conformidade"
Declarações foram feitas em entrevista aos jornalistas.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta terça-feira sobre o facto de a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, ter fugido às questões dos jornalistas no que toca ao tema dos incêndios. Em declarações aos jornalistas, à saída do funeral do ex-autarca Carlos Dâmaso - que morreu ao combater os incêndios -, disse: "Nem sempre quem está perante situações de sufoco é capaz de responder em conformidade."
Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "é normal que as pessoas queiram respostas imediatas", no entanto, não deixou de lembrar que Maria Lúcia Amaral passou a assumir o cargo de ministra apenas há dois meses. "[É normal] que quem chegue há dois meses esteja a descobrir os problemas e as respostas a dar."
Segundo o Presidente da República, "é com a experiência que se aprende que há coisas a mudar". "Aprendemos que é importante preservar vidas humanas (...) que é preciso prevenir mais, e isso significa trabalhar mais ao longo de todo o ano. (...) Basta haver um morto para [nos] fazer refletir."
Marcelo revelou ainda que irá ouvir o presidente da Liga dos Bombeiros para a semana e que tem estado em "permanente contacto com o Secretário de Estado da Proteção Civil. "O contacto que me foi dado é que, fruto da evolução das condições meteorológicas, o dia de hoje foi melhor que o de ontem", avançou quando questionado sobre qual o ponto de situação do País.
E lembrou ainda o incêndio que assolou Pedrógão Grande, em 2017. "Aí eu percebi como se vai aprendendo. Aprendeu-se uma parte, mas ainda se vai aprender muito mais."
Até às 17h desta terça-feira foram registadas um total de 59 novas ocorrências, segundo a Proteção Civil, sendo que existem cinco fogos preocupantes nas zonas de Arganil, Sabugal, Mirandela, Montalegre e Carrazeda de Ansiães.
Foi, aliás, no Sabugal que esta terça-feira cinco operacionais da empresa de proteção florestal Afocelca ficaram feridos: um deles com gravidade.