José Luís Carneiro reage a megaoperação da PJ: "PS não é visado"
O secretário-geral socialista afirmou ter "escassos conhecimentos dos factos", mas diz que o partido está a colaborar com as autoridades
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reagiu à megaoperação da PJ que visou a sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa. "O PS não é visado nestas diligências, mas cooperaremos com as autoridades", assegurou o líder socialista.
"Tudo faremos para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do PS”, disse José Luís Carneiro. E que o PS "cooperará para que todos os factos sejam cabalmente apurados”
O líder socialista diz não ter informações sobre a eventual detenção do seu assessor, Duarte Moral. E reafirma que o que sabe é que “o PS não é visado nestas investigações”. “As autoridades judiciárias devem desenvolver o seu trabalho”, diz, travando assim uma queixa generalizada do PS sobre investigações judiciais — o que um socialista, André Rijo, já fez esta manhã.
O socialista Miguel Coelho suspendeu o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, dizendo que se defenderá "com a consciência tranquila". "Perante as notícias que associam o meu nome às diligências hoje realizadas no âmbito da operação Imergente, decidi suspender, com efeitos imediatos, o meu mandato de deputado municipal à Assembleia Municipal de Lisboa", afirmou, em comunicado, o também ex-presidente da junta de freguesia do centro de Lisboa.
Quatro pessoas foram hoje detidas por suspeitas de crimes económico-financeiros e uma quinta em flagrante por posse ilegal de arma, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a PJ, a operação decorreu em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra e no inquérito, com 37 arguidos, está em causa a alegada realização por câmaras municipais e juntas de freguesia de "procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público".