O PS confirmou hoje que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede nacional, em Lisboa, afirmando que as diligências estão relacionadas com um dos seus trabalhadores e não com o partido.
A porta-voz do PAN defendeu esta quinta-feira o reforço dos mecanismo dos instrumentos de transparência e combate à corrupção no poder local, após buscas da PJ a envolver autarquias, mas recusou "particularizar ou diabolizar" PS e PSD.
Inês Sousa RealJOÃO RELVAS/LUSA
Em declarações à Lusa, no final de uma reunião com o presidente da CIP, Armindo Monteiro, na sede da confederação patronal, em Lisboa, Inês de Sousa Real disse não se ter inteirado sobre os detalhes do caso, mas que acredita que o "PS irá colaborar e contribuir para a boa descoberta da verdade".
Em causa está uma operação da Polícia Judiciária em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo a adjudicação de contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia, e da qual resultaram cinco detenções.
O PS confirmou hoje que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede nacional, em Lisboa, afirmando que as diligências estão relacionadas com um dos seus trabalhadores e não com o partido.
Questionada sobre a leitura da líder da IL, Mariana Leitão, que associou PS e PSD a situações de opacidade e ilegalidade no poder local, a porta-voz do PAN considerou essa visão "um pouco exagerada".
"Não queremos estar a particularizar nem a diabolizar em dois partidos, achamos sim que o que é fundamental é nós conseguirmos reforçar os instrumentos de transparência da governação, seja ela a nível nacional ou municipal", sublinhou.
Sousa Real recordou as reservas do PAN em relação ao fim do visto prévio do Tribunal de Contas proposto pelo Governo, defendendo a implementação de um mecanismo de fiscalização sucessiva para evitar que "fenómenos de corrupção nas câmaras".
Para a deputada única do PAN, "casos em casinhos, infelizmente, há em todos os partidos".
"Por isso, não podemos estar a achar que somos superiormente morais a qualquer tipo de outra força política", acrescentou .
Sobre a reunião com a CIP, Inês de Sousa Real disse ter transmitido preocupações em matérias como IRS Jovem, estágios profissionais remunerados, igualdade de género, luto gestacional, bem como a adaptação do código do trabalho a fenómenos climáticos extremos e luto pela morte de animais de companhia.
Questionada sobre como o partido votará, na generalidade, a proposta de lei do Governo para alterar o código laboral, Sousa Real indiciou que essa é uma decisão que não está tomada, uma vez que a questão terá ainda de ser discutida pela direção nacional depois de ouvidos os contributos da CIP e dos sindicatos.
A deputada única do PAN disse que o partido procurará que a proposta do executivo não saia do parlamento "igual àquela que entrou".
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