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Governo sem conhecimento até ao momento de vítimas portuguesas no acidente ferroviário em Espanha

Lusa 19 de janeiro de 2026 às 09:04

Colisão provocou pelo menos 39 mortos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou esta segunda-feira que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova, Espanha, que causou pelo menos 39 mortos.
Dois comboios de alta velocidade descarrilam em Espanha
Fonte do gabinete de Paulo Rangel disse, pelas 08:15, que até hoje de manhã não havia indicação de vítimas portuguesas, adiantando que o Governo continua a acompanhar a situação. Numa nota divulgada no domingo à noite na rede social Facebook, o Ministério dos Negócios Estrangeiros escreveu que o "Governo português lamenta profundamente o grave acidente ocorrido em Córdoba, que causou várias vítimas mortais e feridos”. Um comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha com 317 pessoas a bordo, descarrilou os seus três últimos vagões às 19:39 locais, mais uma hora do que em Lisboa, e invadiu a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou. Os vagões do Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
Segundo fontes da investigação consultada pela agência EFE, 39 pessoas morreram e 73 estão internadas, 24 das quais em estado grave, e entre estas quatro menores. Numa conferência ao início da madrugada de hoje, o ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, disse não ter uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade, e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos. Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos. O primeiro-ministro Espanhol, Pedro Sánchez, está hoje de manhã a caminho do locval do acidente, de acordo com o seu gabinete.
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