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Diretor da PSP diz que formação de polícas terá "atenção particular" ao racismo

Lusa 17 de março de 2026 às 15:55

Luís Carrilho recusou que estas mudanças na formação estejam relacionadas com a violência policial na esquadra do Rato.

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública disse esta teça-feira que o plano de formação para os novos agentes terá este ano "uma atenção mais particular" aos casos de violência e racismo.

Luís Carrilho, diretor nacional da PSP Lusa

"Ao nível do plano de formação, como é natural, este ano vamos ter uma atenção mais particular à parte informática e em termos de tudo o que seja violência contra o racismo", disse Luís Carrilho aos jornalistas após ser questionado sobre alterações na formação de polícias, à margem de uma cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração entre a PSP e uma aplicação dedicada à prevenção de burlas digitais.

O diretor nacional da PSP foi questionado sobre a formação de polícias após a detenção de nove agentes da PSP por suspeitas de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, detenção de arma proibida, ofensas à integridade física graves e qualificadas na esquadra do Rato, em Lisboa.

O diretor da polícia recusou que estas mudanças na formação estejam relacionadas com a violência policial na esquadra do Rato, mas sim com a evolução da sociedade.

Luís Carrilho afirmou que as provas para entrar na PSP já foram mudadas nos últimos anos muitas vezes, tendo a última alteração sido feita há relativamente pouco tempo.

No entanto, sustentou que "não é só com a formação e com os testes que de alguma forma ao longo da carreira policial se consiga prometer que nunca" há violações dos direitos humanos.

O diretor considerou grave o que se passou na esquadra do Rato, sublinhando que "as exceções existem em todo o lado" e que polícias "têm o direito em se defenderem.

Luís Carrilho foi ainda questionado se o novo ministro da Administração Interna poderá trazer melhores condições de trabalho para os polícias, uma vez que foi diretor nacional da Polícia Judiciária, tendo respondido que Luís Neves é "uma pessoa que conhece muito bem" a PSP e que poderá dar uma melhor qualidade de vida aos profissionais.

"Estou certo que com o novo ministro da Administração Interna, iremos dar uma melhor qualidade de vida aos nossos polícias, melhores condições de trabalho aos nossos polícias e mais segurança à população", disse.

O ministro realizou a primeira reunião com os sindicatos da PSP para apresentação de cumprimentos e auscultação das principais prioridades e preocupações destas estruturas, que têm como principal reivindicação a questão remuneratório.

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