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Cinco dos 37 membros do grupo neonazi 1143 ficam em prisão preventiva

SÁBADO 24 de janeiro de 2026 às 11:20

Grupo foi desmantelado na terça-feira pela Polícia Judiciária.

Cinco dos 37 alegados membros do grupo neonazi 1143, desmantelado na terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ), vão aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva, decidiu este sábado o Tribunal Central de Instrução Criminal.
Mário Machado - Nova Ordem Social Mariline Alves
Os restantes 32 arguidos foram libertados, 29 dos quais obrigados a apresentar-se semanalmente na esquadra, e três somente com termo de identidade e residência, indicou o tribunal em comunicado. Os arguidos estão indiciados, em geral, da prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravados, ofensas à integridade física qualificada e detenção de arma proibida. Recorde-se que Mário Machado, líder do grupo nacionalista e neonazi, encontrava já-se detido, mas continuava a dar ordens a partir da cadeia de Alcoentre. Falava com Gil Costa - seu número dois e conhecido por Gil ‘Pantera’, dada a sua ligação à claque do Boavista - e preparava o que seria o maior ataque à comunidade islâmica alguma vez visto em Portugal, segundo revelou o Correio da Manhã esta semana.
Estava tudo marcado para que o ataque se iniciasse em fevereiro deste ano. A ‘Operação Irmandade’ da Polícia Judiciária travou os planos criminosos e fez 37 detidos. Entre eles estava um agente da PSP, afeto ao Comando de Setúbal, e um militar da Força Aérea. O grupo tem fortes ligações ao Chega e. Tratam-se de Rui Roque, líder do núcleo de Faro do 1143, que num congresso do partido, em 2020, apresentou uma moção para retirar os ovários às mulheres que abortam; João Peixoto Branco, ex-membro da concelhia de Guimarães do Chega, tendo sido candidato à Junta de Freguesia de Selho São Lourenço e Gominhães, em 2021; e Rita Castro, segunda na lista do partido à câmara de Guimarães nas autárquicas de 2021. Mário Machado apelou publicamente a que os membros do 1143 votassem no partido Chega e como revelou esta operação policial, alguns militantes do partido eram também membros do grupo de extrema-direita Mas até um antigo deputado do Chega esteve envolvido com o grupo. *Com Lusa  
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