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Bloquistas encerram reunião magna com consagração de Pureza como coordenador

Lusa 30 de novembro de 2025 às 08:09

Mariana Mortágua, que ocupou o cargo de coordenadora durante dois anos, despediu-se no primeiro dia de trabalhos admitindo erros, mas rejeitando que tenham sido “determinantes”.

O ex-deputado do Bloco de Esquerda (BE) José Manuel Pureza encerra este domingo os trabalhos da 14.ª Convenção do partido, depois da eleição dos novos órgãos nacionais, da qual sairá como coordenador nacional para os próximos dois anos.
PAULO NOVAIS/LUSA_EPA
A reabertura dos trabalhos da reunião magna, que arrancou no sábado no pavilhão municipal do Casal Vistoso, em Lisboa, está agendada para as 09:30, depois de um primeiro dia dedicado à discussão das moções de orientação. A intervenção mais aguardada é a de José Manuel Pureza que, no sábado, considerou que o partido “tem que mudar para crescer” e defendeu “todos os diálogos” para que a esquerda volte a ganhar iniciativa e força. Pelas 12:00, serão anunciados os resultados das candidaturas à Mesa Nacional e à Comissão de Direitos, com listas apresentadas por quatro das cinco moções que foram a debate na reunião magna.   A moção A, afeta à atual direção e encabeçada por Pureza, deverá sair vencedora desta convenção uma vez que elegeu a esmagadora maioria dos delegados (498). A lista apresentada pela moção de Pureza à Mesa Nacional – órgão máximo entre convenções - conta com vários nomes de continuidade mas também novas entradas, entre estreias e regressos, numa tentativa assumida pelo partido de renovação e uma média de idades que ronda os 37 anos. José Manuel Pureza é o primeiro nome desta lista, seguido de Isabel Pires, o ex-líder parlamentar Fabian Figueiredo, Marisa Matias e Mariana Mortágua, (que se despediu da coordenação e sai da direção mas fica no órgão máximo entre convenções). Na linha de continuidade, seguem na lista à Mesa nomes como o de Joana Mortágua, José Soeiro, a candidata presidencial Catarina Martins, Pedro Filipe Soares, Jorge Costa, Adriano Campos, ou Andreia Galvão (que recentemente substituiu Mortágua no parlamento), entre outros. Mariana Mortágua, que ocupou o cargo de coordenadora durante dois anos, despediu-se no primeiro dia de trabalhos admitindo erros, mas rejeitando que tenham sido “determinantes”. A coordenadora cessante pediu ao partido que mude internamente, sem abdicar das suas causas, e, para fora, avisou a "direita radicalizada e caceteira" que não se livra dos bloquistas. O primeiro dia de trabalhos ficou marcado por vários alertas, de dirigentes e opositores internos, sobre a necessidade de o BE descentralizar decisões, ouvir as bases, dar mais importância ao trabalho militante e reorganizar-se – com destaque para avisos fortes do fundador Fernando Rosas. Numa tentativa de responder a algumas destas críticas, a moção A apresentou na convenção um novo modelo tripartido: além do coordenador (figura que não existe formalmente nos estatutos), a organização política do BE passará também pelo lugar de deputado na Assembleia da República e pela criação de uma nova figura, a de “secretária da organização”, que será ocupado por Isabel Pires. O encerramento arranca pelas 12:30 e contará com a presença, como habitual, de representantes de outras forças políticas.
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