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Jovem de 23 anos tentou vender informação roubada da NATO na embaixada da Rússia

Lusa 18 de fevereiro de 2026 às 16:18

O caso aconteceu no ano passado, quando o jovem soube que iria acontecer na Escola da Base Naval de Lisboa a Conferência Inicial de Planeamento.

Um jovem de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem por procurar vender, em Lisboa, informações roubadas de equipamentos informáticos de um militar da NATO, à embaixada da Rússia, avançou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O caso aconteceu no ano passado, quando o jovem que está agora em prisão preventiva soube que iria acontecer na Escola da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, em Almada, a Conferência Inicial de Planeamento, entre os dias 3 e 7 de fevereiro. Este evento era o “maior exercício do mundo dedicado à experimentação robótica de sistemas não tripulados - REP (MUS), do ano de 2025”, indicou a PGR em comunicado, acrescentando que participaram cerca de 300 pessoas, sendo a maioria militares. Com esta informação, o arguido, “que fazia da prática de furtos modo de vida”, decidiu ficar hospedado precisamente no mesmo hotel onde estavam os militares da NATO que participaram na conferência. Nesse hotel, “apropriou-se de um computador e de um iPad” que pertenciam à NATO e à Marinha sueca e que estavam afetos a um militar da NATO. “Convicto de que tinha matérias secretas e classificadas em seu poder, tentou aceder ao respetivo conteúdo e copiá-lo e pretendeu colaborar com a Federação Russa”, acrescentou a PGR. Já com as informações em sua posse, o jovem terá ido até à embaixada da Rússia, em Lisboa, para tentar vendê-las, mas não teve sucesso.
Durante a investigação, lê-se ainda no comunicado, o arguido chegou a mostrar-se disponível para colaborar com as autoridades, dizendo que existia uma organização criminosa de espionagem e violação de segredo de justiça, de que fazia parte juntamente com outras onze pessoas, que incluíam até um inspetor da Polícia Judiciária. “No entanto, de acordo com os indícios probatórios reunidos no inquérito, essa versão factual não tinha qualquer correspondência com a realidade e não passou de um mero artifício usado pelo arguido com o objetivo de tirar o foco da investigação de si próprio”, esclareceu a PGR. Além do crime de espionagem na forma tentada, o jovem de 23 anos foi acusado, no dia 12 de fevereiro, de três crimes de furto qualificado, dois crimes de uso de documento de identificação ou de viagem alheio, um crime de falsas declarações, um crime de pornografia de menores, dois crimes de condução sem carta e onze de denúncia caluniosa. O jovem está em prisão preventiva e foi sujeito a proibição de contactos e este processo tem ainda outros dois arguidos, que estão acusados de furto qualificado e sujeitos a termo de identidade e residência.
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