A tentação de 'reinventar a roda' na justiça
Paulo Lona
23 de novembro

A tentação de "reinventar a roda" na justiça

Mais uma vez a reforma da Justiça volta a ser motivo de debate.

Este debate sobre a reforma da Justiça é realizado por jornalistas, comentadores, influenciadores, profissionais da justiça (com as suas, naturais, diferentes perceções do sistema conformadas pelo seu ângulo de visão), associações cívicas, partidos políticos e pela sociedade. No entanto, é condicionado por perceções públicas erradas e sustentadas no imediatismo dos processos mediáticos, bem como em alguma ineficácia comunicacional institucional da própria justiça.

É preciso saber do que falamos quando se debate a reforma da justiça porque, claramente, nem todos falamos do mesmo e nem todos temos a mesma visão das necessidades existentes.

Nos dias que correm, na espuma dos dias pré-eleitorais em que cada um procura posicionar-se publicamente sobre os temas que considera mais relevantes para a sociedade, é preocupante notar que se volta a debater soluções para o sistema de justiça e em particular para o Ministério Público que comprometem, de novo, a independência em nome de uma suposta maior eficácia.

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