Remotamente, por amor
Paula Cordeiro
23 de fevereiro

Remotamente, por amor

Acreditem, nunca mais vamos trabalhar ou estudar da mesma forma.

Conhecem, certamente, a máxima que nos diz para seguirmos os nossos sonhos, como também conhecem frases que circulam na web e afirmações de gurus - aqueles que são mesmo gurus e todos os outros que copiam os gurus - que dizem para acreditarmos - mas acreditar muito, muito mesmo - porque, se acreditarmos, as coisas acontecem.

Falam-nos de sonhos, aquele desejo de realização pessoal que guardamos uma vida. Os gurus esquecem-se, muitas vezes, de acrescentar que é preciso fazer, conquistar, para o sonho se realizar. Para os que nasceram na viragem do século, a ideia de sonho equivale à ideia de realidade e, apesar de muitos desta geração seguirem as pisadas dos pais, agarrando-se à ideia de segurança, também piscam o olho à insegurança da liberdade. 

Quando me falam de mudança fico sempre hesitante entre a dinâmica do verbo e as diferentes velocidades que a sociedade apresenta. Creio estarmos a atravessar um período de acelerada mudança, revelando condições preexistentes que a pandemia veio reforçar. Apesar de, para muitos, a ideia seja estudar para ter um bom emprego, a ideia de emprego também foi substituída por ocupação, a contratação por remuneração e a carreira por propósito.

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