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"O talento de futebolistas como Pogba ou Neymar, apenas para focar outro exemplo, é inquestionável. Mas não é por isso que podem estar acima das hierarquias. Dificilmente algum clube consegue ganhar se for controlado por copinhos de leite. É que o leite, se não for bem condicionado, acaba sempre por azedar e fazer mal a todos que o bebem."
José Mourinho não tem papas na língua. É o seu estilo. Diz o que tem a dizer. Sabe que faz parte de uma actividade em constante mutação, desportiva e humana, e que não há espaço para aqueles que não tiverem capacidade de adaptação e reivenção. Mas defende, e bem, que alguns valores devem ser para sempre. Como o respeito por quem manda. Seja de um filho para com um pai, seja de um jogador para com o seu técnico.
Esta semana, durante o fórum de treinadores, realizado em Portimão, o antigo líder do Manchester United lembrou um episódio vivido com Paul Pogba que mostra bem essa insolência: "Tive um jogador que queria sair do estádio após um jogo no seu novo Rolls Royce e não no autocarro da equipa. Não autorizei, apesar da insistência. Há cabeças que não se conseguem desmontar."
Mudar essas mentalidades torna-se ainda mais difícil se o clube não ajudar. O treinador estará sempre dependente do rendimento dos seus jogadores para se manter em funções. E pode sair a qualquer momento se os resultados não forem bons. Tal como aconteceu com Mourinho. Até aí, tudo normal.
Mas Pogba ficou. Com os mesmos problemas e defeitos. A pensar que é ele quem manda e que nenhum treinador vai alterar essa condição.
O francês, campeão do mundo e jogador de extraordinário talento, é também o pior exemplo de uma geração tantas vezes alérgica à apreciação dos outros e mais preocupada em fazer boas figuras no Instagram do que em conhecer-se e evoluir interiormente. O futebol de topo está repleto de casos destes, como recorda o treinador português: "Eu tenho filhos da idade de jogadores e esta geração, de copinho de leite, que não aceita bem a crítica, não é uma coisa nova para nós, porque a temos em casa. Se o meu pai me mandasse comprar tabaco eu só perguntava se podia ficar com o troco e se eu pedir ao meu filho para me passar um copo de água ele pergunta-me porquê. São gerações. Mas tem de haver noção das hierarquias, de quem é quem."
E o pior é quando os próprios clubes não têm essa noção e permitem que as primas-donnas reforcem o seu estatuto. Presidentes e directores executivos contratam treinadores de renome para que estes consigam controlar e domar o egocentrismo de alguns jogadores. Mas são os primeiros a deixar esses técnicos sozinhos nessa função, aquando dos maus resultados, e a enfraquecerem a sua posição e autoridade.
Aconteceu no United, acontece no PSG e em tantos outros clubes. O talento de futebolistas como Pogba ou Neymar, apenas para focar outro exemplo, é inquestionável. Mas não é por isso que podem estar acima das hierarquias. Dificilmente algum clube consegue ganhar se for controlado por copinhos de leite. É que o leite, se não for bem condicionado, acaba sempre por azedar e fazer mal a todos que o bebem.
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"Portugal não se deitou racista no domingo à noite, nem acordou anti-racista na segunda-feira de manhã. Não vivemos num país racista, mas vivemos num país com racistas. Pior ainda: racistas que têm cada vez menos pudor em demonstrá-lo. Seja num estádio, nas redes sociais ou no parlamento."
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Olhamos para Neymar e não vemos um dos melhores jogadores do mundo, mas apenas uma criança milionária, mimada e sem respeito pelos outros. O tal filho que não gostaríamos de ter. Também porque não queríamos ser um pai como o que ele tem. O maior privilégio que deveriam ter dado a Neymar era educação
"Quando são vários os treinadores e jogadores que não alcançam rendimento, é porque o problema vem de cima. É mais profundo. É estrutural. E se Varandas não entender essa evidência, está explicado quem é que não percebe nada de futebol. Ainda vai a tempo de melhorar, mas já esgotou todo o crédito junto daqueles que representa."
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