O fato-de-treino de Maduro
Filipa Guimarães Jornalista
30 de julho de 2017

O fato-de-treino de Maduro

Por ironia, agora o material pior: é nylon. Toda a gente pode ter um igual. E não é para fugir, é para que o povo se identifique com eles

Não é o primeiro a aparecer nesta figura. Sim, Hugo Chávez também já se ataviava com o fato-de-treino de nylon com as cores da bandeira da Venezuela. Ao estilo de Fidel reformado, da presidência e da eterna farda. No fundo são a mesma coisa: símbolos populistas.  Por ironia, agora o material pior: é nylon. Toda a gente pode ter um igual. E não é para fugir, é para que o povo se identifique com eles.  Porque nos bastidores, as leis são feitas à medida deles, tal como no alfaiate. A consulta popular de hoje para a reforma na Assembleia Nacional Constituinte não é mais do que ela a perguntar: "este modelo fica-me bem, não fica"? Com a mulher, o irmão do amigo Chavez e Diosdado Cabello a dizerem-lhe todos que sim.

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