Venezuela diz que ataque dos EUA causou pelo menos 100 mortos: "Foi terrível"
Ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello explica que há também uma centena de feridos.
Ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello explica que há também uma centena de feridos.
Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela e uma das figuras mais influentes do regime, marcou presença pela primeira vez numa marcha de apoio ao governo em Caracas. A mobilização reuniu apoiantes do executivo e líderes políticos que exigem unidade em defesa das políticas do país, num momento de elevada tensão política e social.
"Confiem na nossa liderança, confiem no alto comando político e militar com a situação que enfrentamos", disse Diosdado Cabello, ao lados das tropas em Caracas.
Diosdado Cabello acusa os Estados Unidos da América de levarem a cabo um ataque "criminoso e terrorista".
As forças armadas norte-americanas dispararam na terça-feira contra um “barco que transportava droga”.
No poder desde 2012, Maduro começa o seu terceiro mandato de seis anos esta sexta-feira, numa altura em que a oposição venezuelana parece mais forte do que nunca.
Presidente da Venezuela diz que o ataque, do qual resultaram oito mortos, tinha como objetivo matá-lo.
Oposição diz que "o regime procura desviar a atenção" da situação do país para "um suposto evento repleto de inconsistências, dúvidas e contradições".
O Presidente da Venezuela enviou uma carta a governantes internacionais na qual considera que os EUA, ao oferecerem uma recompensa pela sua detenção, estão a criar "um perigoso momento de tensão" no continente americano.
O Departamento de Justiça norte-americano acusou o presidente da Venezuela e 13 pessoas do seu círculo de narcoterrorismo e de conspiraram com rebeldes colombianos.
O líder da oposição e presidente do parlamento da Venezuela disse que a sua morte não vai deter a luta pela democracia, após homens armados atacarem manifestantes antigovernamentais.
"Talvez eles ainda acreditem que somos súbditos e que podem, como império, dar ordens", afirmou o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello.
Ministério das Relações Exteriores reforçou a ideia que foi facilitada a entrada de Juan Guaidó na aeronave que partiu de Lisboa rumo a Caracas, com uma "identidade falsa". Regime de Maduro pede investigação rigorosa.
Presidente da Venezuela adiantou que o país estuda medidas para responder ao apoio dado por embaixadores de vários países da Europa a Juan Guaidó, que recentemente foram recebê-lo ao aeroporto.
Autoridades venezuelanas acusaram a TAP de violar padrões internacionais ao permitir o transporte de explosivos e o embaixador de Portugal em Caracas. Portugal espera "que este pequeno incidente seja rapidamente ultrapassado".
"Vamos implantar um sistema de mísseis, de defesa antiaérea, de defesa terrestre, blindada, porque a Venezuela deve ser respeitada", disse.