Os inimigos da democracia
Eurico Reis
23 de junho

Os inimigos da democracia

Esta não é uma guerra entre "santos" (todos de um lado - Ucrânia) e "demónios" (todos do outro - Federação Russa).

Existem razões ponderosas, e que não são totalmente algo egoístas, para ser cauteloso relativamente à pretensão de adesão "rápida e furiosa" da Ucrânia à União Europeia que, sem grande surpresa para mim (que sempre fui e continuarei a ser, um feroz opositor dos julgamentos na praça pública), está a fazer furor e a granjear cada vez mais adeptos na comunicação social. De facto, a Ucrânia é um país muito grande, maior ainda que a Polónia e a Roménia, e por si só (mesmo excluindo a de dos outros países que formularam idênticos pedidos - seis nos Balcãs e, mais recentemente, a Geórgia e a Moldova), essa adesão provocaria uma mudança radical no eixo de poder dentro da União Europeia a favor da chamada Europa Central, com completo detrimento dos países atlânticos, um deles Portugal, e dos países nórdicos.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui