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Brincar, jogar e outras atividades num corpo ativo, devem ser consideradas como formas de aprendizagem essenciais nas aquisições escolares das crianças.
Toda a Educação é Educação Corporal (física, motora, gestual, etc.). Toda a Educação implica o uso de todo o corpo em movimento no processo de ensino e aprendizagem. O movimento para a criança é a sua realidade imediata e espontânea, pela forma como explora e experimenta as coisas e lhes dá vida própria. O domínio do corpo e a conquista sensorial, percetiva, mental, emocional e social do espaço de ação, estabelece-se a partir do momento em que são facilitadas as oportunidades de iniciativa através de múltiplas experiências vividas nos diversos contextos em que se encontram. Esta possibilidade de poderem percecionar, programar e realizar ações, favorece a aquisição de um reportório muito variado de aprendizagens básicas, fundamentais para o desenvolvimento futuro de uma grande capacidade de adaptação e criatividade pessoais a dinâmicas de aprendizagens mais complexas ou inabituais. Todos sabemos como as crianças exprimem as suas energias corpóreas de uma forma enérgica, próprias da sua natureza biológica, por vezes incomodas para os adultos. Em muitas situações, estas energias naturais das crianças, já não são toleradas em casa ou na escola, emergindo ideias de que se tratam de crianças hiperativas e que necessitam de ajuda psicológica. Por variadas razões, verifica-se nos dias de hoje, que os mecanismos de controlo da vida social, vão condicionando de forma sistemática as possibilidades do brincar e ser ativo não estruturado das crianças na família (ausência de tempo disponível dos pais), na escola (cultura de um corpo inativo) e na comunidade (trânsito automóvel e fenómeno de uma urbanização descontrolada) e inexistência de um plano estratégico e concreto que assegure os seus direitos fundamentais de ser criança. A imobilidade do corpo e o "stress" galopante dos ritmos de vida moderna, vão criando desacertos que se transmitem de maneira inevitável na consciência infantil. As crianças são hoje, na maior parte dos casos, seres domesticados, canalizando a insatisfação e regulando o prazer. Os agentes educativos encarnam cada vez mais o papel de orientadores de aprendizagens demasiadamente formatadas, de forma a provocar apropriações académicas e culturais convenientes a um sistema imposto e socialmente estabelecido. Esta atitude é contrária aos princípios estabelecidos por uma conceção pedagógica renovadora que pretende facilitar a autonomia, participação, cooperação e pensamento crítico. Está tudo definido e tudo pronto em termos de metas de aprendizagem e métricas para averiguar o produto das aprendizagens efetuadas. O corpo não está presente na escola. É desvalorizado, diminuído, ignorado, exigindo-se que esteja inerte, sentado, limpo e obediente. Na escola aprende-se com o corpo todo, através do movimento, sentindo, experienciando, observando, na relação com os outros, em qualquer espaço e através de sentimentos, emoções e decisões não completamente lineares. Brincar e ser ativo (atividade motora) é conhecido por induzir muitos efeitos positivos no cérebro. Assim, o movimento do corpo representa uma ferramenta importante para influenciar o neurodesenvolvimento e moldar o cérebro adulto para reagir aos desafios futuros da existência humana. Não existe vida sem corpo em movimento, nem mente sem a existência do corpo. O segredo de uma aprendizagem significativa nas primeiras idades, está na relação pedagógica com vinculação afetiva, cheia de empatia, entusiasmo e prazer em ter curiosidade pelo conhecimento. Queremos uma escola de corpo inteiro e não uma escola a tempo inteiro, com currículos intensos e extensos (obesidade curricular) com um grande desequilíbrio entre atividades formais e informais. Em certa medida, são hoje as escolas que estão a promover o sedentarismo infantil (modelo e forma de organização escolar), formando as crianças desprotegidas de um corpo corporalmente culto e adaptável a situações adversas e imprevistas (um problema sério de saúde pública). No JornalThe Guardiande 12 de março deste mês, foi publicada a notícia sobre o apelo de ativistas do brincar, solicitando ao governo e às escolas do Reino Unido, para reativar o brincar e ser ativo, para enfrentar "crise crescente" na saúde física e mental infantil.
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