Médio Oriente: Ministro israelita diz que “todo o Líbano deve arder”
O Exército israelita anunciou hoje a morte de quatro dos seus soldados, mortos em operações no sul do Líbano.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou esta sexta-feira que “todo o Líbano deve arder”, após o anúncio da morte de quatro soldados israelitas.
"Com todo o respeito pelos norte-americanos, Israel deve deixar claro ao mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não serão sacrificados. Todo o Líbano deve arder", afirmou em um comunicado.
O Exército israelita anunciou hoje a morte de quatro dos seus soldados, mortos em operações no sul do Líbano.
"Morreram na sequência de um projétil [drone explosivo] que atingiu um tanque no sul do Líbano", informaram as Forças de Defesa de Israel (FDI), atribuindo o ataque ao grupo xiita libanês Hezbollah.
Entre os mortos estava o tenente-coronel Dor Gedalya, de 32 anos, e outros três militares cujos nomes não foram divulgados. O comunicado também não especificou quando é que os quatro membros das FDI foram mortos.
Noutro comunicado, o exército israelita indicou que, na sexta-feira à noite, um oficial da reserva das FDI ficou gravemente ferido e três soldados, entre reservistas e no ativo, sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um outro ataque com um drone explosivo, também no sul do Líbano.
Estas foram as primeiras perdas israelitas desde a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerão no domingo, que visa terminar a guerra no Médio Oriente em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel e o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão, estão em conflito.
Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano, informou hoje o Ministério da Saúde Pública libanês.