"Não estava preocupado. Compreendo a vida. Vivemos num mundo louco", comentou Trump.
Donald Trump afirmou que “não estava preocupado” quando soube dos tiros disparados este domingo e que levaram a que fosse retirado de um evento de gala com jornalistas em Washington. “Não estava preocupado. Compreendo a vida. Vivemos num mundo louco”, afirmou Trump, numa entrevista ao programa “60 Minutes” (’60 minutos’) da emissora norte-americana CBS.
Trump minimiza tiroteio em jantar de gala: "Não fiquei preocupado".
EPA/WILL OLIVER
O presidente norte-americano disse inclusive que inicialmente pensou que a comoção que se registou na sala se devesse a uma queda de uma bandeja. O republicano afirmou que a primeira-dama, Melania Trump, “parecia muito incomodada com o que acabara de acontecer” e que é uma mulher “muito forte e inteligente”. “Eu já passei por isto algumas vezes, mas ela, a este nível, não. Ela lidou muito bem com a situação”, referiu.
Donald Trump também falou sobre a reação que teve quando o Serviço Secreto foi destacado para o salão de baile. “Eu queria ver o que se estava a passar. E, nessa altura, começámos a perceber que talvez fosse um problema grave, um problema diferente”, acrescentou.
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“Não consigo imaginar profissão mais perigosa”: Trump fala dos riscos de ser presidente após ataque em Washington
Trump irritou-se com a jornalista que o entrevistou, Norah O’Donnell, quando esta leu parte do manifesto escrito por Cole Allen, o homem que, armado com uma espingarda e facas, terá supostamente tentado atacar Trump e outros membros do gabinete do líder dos EUA. O’Donnell leu: “Já não estou disposto a permitir que um pedófilo, violador e traidor suje as minhas mãos com os seus crimes”, um trecho que aparentemente faz referência a Trump e ao suposto envolvimento no caso do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que foi encontrado sem vida na prisão em 2019.
“Estava à espera que lesses isso, porque sabia que o farias, porque [vocês] são pessoas horríveis”, disse Trump. “Eu não sou um violador. Não violei ninguém. Não sou um pedófilo. Leste esse lixo escrito por uma pessoa doente. Associaram-me a coisas que nada têm a ver comigo. Fui totalmente ilibado”, argumentou.
Quando questionado se o incidente, que ocorreu durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, irá melhorar a relação tensa com a imprensa, o republicano sublinhou que mantém muitas divergências com os meios de comunicação.
“Não concordamos em muitos assuntos, estamos a falar de criminalidade. Sou muito firme no que diz respeito à criminalidade. Parece que a imprensa não o é. Não é tanto a imprensa. É a imprensa e os democratas, porque são quase a mesma coisa”, explicou Trump, que insistiu querer voltar a realizar o jantar dentro de 30 dias. Um evento que terá “ainda mais segurança”, garantiu.
Com Lusa
Trump: "Não fiquei preocupado" quando soube de tiros em jantar de gala
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