Sábado – Pense por si

Senador republicano promete investigação a ataque dos EUA nas Caraíbas

O senador republicano Roger Wicker, que é frequentemente um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a investigação dos detalhes do alegado ataque de 02 de setembro.

A Comissão de Serviços Armados do Senado dos EUA prometeu levar a cabo uma “supervisão rigorosa”, após a imprensa noticiar que o secretário de Defesa deu ordem para "matar todos" os ocupantes de um suposto barco com narcotraficantes.

Senador republicano promete investigação a ataque dos EUA nas Caraíbas
Senador republicano promete investigação a ataque dos EUA nas Caraíbas AP

O senador republicano Roger Wicker, que é frequentemente um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira, em comunicado, a investigação dos detalhes do alegado ataque de 02 de setembro.

O comunicado foi assinado também por Jack Reed, senador democrata daquela comissão.

De acordo com o jornal The Washington Post, que citou duas fontes familiarizadas com a operação, depois de um primeiro míssil ter atingido o barco, os comandantes aperceberam-se que dois membros da tripulação estavam agarrados aos destroços.

O comandante que liderava a operação deu ordem para um segundo ataque, para cumprir as instruções do secretário de Defesa, Pete Hegseth, que ordenou "matar todos” os que se encontravam no barco.

“A comissão solicitou informações ao departamento e procederemos a uma supervisão rigorosa para apurar os factos que envolvem estas circunstâncias”, escreveram os senadores no comunicado.

Hegseth classificou a reportagem do jornal como “fake news [notícias falsas]", uma expressão recorrente na Casa Branca para se referir a informações negativas.

Mas o responsável terá de explicar à comissão o alegado ataque, descrito pelos deputados democratas como um “crime de guerra”.

Wicker, que representa o Mississippi, já se mostrou outras vezes disposto a discordar da administração Trump. Na semana passada, numa mensagem na rede social X, insurgiu-se contra o “alegado ‘plano de paz’” de Trump para a Ucrânia, que favorece a Rússia.

“Qualquer garantia que se dê a Putin não deve recompensar o seu comportamento maligno nem minar a segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados”, disse o republicano.

Artigos Relacionados