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A psicologia comportamental mostra que, em qualquer interação, existe sempre uma dança silenciosa entre domínio e submissão.
A liderança não começa na voz, no cargo ou no currículo, começa com se comporta. Antes de alguém abrir a boca, já comunicou quem lidera e quem segue. A psicologia comportamental mostra que, em qualquer interação, existe sempre uma dança silenciosa entre domínio e submissão. E quem domina essa linguagem domina a perceção dos outros, a autoridade e a influência. A pergunta-chave é simples: os seus comportamentos revelam que é líder ou é liderado?
Os Sinais de Submissão:
Há comportamentos tão automáticos que passam despercebidos, mas que revelam instantaneamente falta de poder. Se, na maioria das situações, apresenta comportamentos como:
• posturas fechadas (braços e pernas cruzados)
• mãos escondidas ou nos bolsos
• fraco contacto visual
• sentar-se atrás em reuniões
• inclinar a cabeça ao ouvir
• posicionar-se perto de portas ou cantos em eventos
Então, nessa situação específica, está a ser percebido como o liderado.
A postura fechada transmite proteção, receio e menor estatuto. A falta de contacto visual diminui credibilidade. Se fica encostado às paredes mostra vontade de passar despercebido. Estes sinais, somados, colocam-nos automaticamente na posição menos poderosa da interação.
Os Sinais de Domínio:
Um líder autêntico não precisa levantar a voz. Comunica poder através de pequenas micro-ações:
• Anda à frente do grupo
• Ocupa mais espaço com posturas abertas
• Faz contacto visual calmo e assertivo
• Usa gestos de poder: palmas para baixo, movimentos lentos, postura estável
• Posiciona-se ao centro em fotografias
• Toca mais frequentemente no ombro ou braço dos outros Estes sinais comunicam liderança silenciosa. São comportamentos ancestrais ligados ao sistema límbico, a «resposta de luta» que indica segurança, autoridade e capacidade de decisão.
Os 13 Comportamentos a evitar por um líder:
1. Andar cabisbaixo
Postura caída comunica fraqueza. Líderes caminham direitos, com queixo na horizontal.
2. Evitar contacto visual
Sem olhar nos olhos, não existe confiança. O ideal é manter 60–70% de contacto visual.
3. Não aceitar elogios
Negar elogios diminui credibilidade. Aceite com naturalidade.
4. Pedir desculpa em excesso
Desculpas repetidas transmitem submissão. Só peça quando necessário — e compostura firme.
5. Vitimização
Frases como “Sou burro!” ou “Tive sorte!” revelam baixa autoestima. Fale com firmeza e calma.
6. Isolamento social
Ficar nas sombras, falar baixo e cruzar braços indica medo. Posturas abertas aumentam a perceção de competência.
7. Reagir mal a críticas
Raiva e nervosismo expõem insegurança. Um toque no queixo transmite sabedoria e avaliação.
8. Aparência descuidada ou exagerada
Excesso de acessórios, perfumes fortes ou falta de higiene sabotam autoridade. Simplicidade elegante vence sempre.
9. Submissão gestual
Tapar a boca, mexer no rosto, riso nervoso, brincar com objetos — tudo comunica falta de controlo.
10. Má postura ao sentar
Sentar na ponta da cadeira ou demasiado relaxado transmite falta de compromisso.
11. Aperto de mão fraco
Um aperto débil mina credibilidade. O ideal: firme e vertical.
12. Mãos nos bolsos
Sinal clássico de insegurança. Mantenha as mãos visíveis.
13. Andar demasiado rápido
Velocidade excessiva comunica desorganização. O líder move-se com ritmo calmo e seguro.
Parecer frágil torna-o um alvo.
Dominar não é gritar, impor ou humilhar. É ocupar a posição que mantém a sua influência intacta. A submissão não é fraqueza; é apenas uma posição num contexto específico. O mesmo líder pode liderar na empresa e ser mais submisso num jantar de amigos e isso é natural.
A questão central é saber ajustar o seu nível de domínio quando precisa. Há momentos onde ser dominante é obrigatório: liderança, negociações, promoções, conflitos. E há momentos onde sinais de submissão inteligente evitam confronto desnecessário: entrevistas, reuniões com superiores, clientes difíceis. O líder eficaz alterna entre domínio e submissão estratégica. Sabe quando avançar e quando recuar. Sabe quando ocupar espaço e quando o ceder.
A Importância de Não Parecer Frágil
Tal como na metáfora da casa abandonada, onde os primeiros vidros partidos são os mais frágeis, nas interações humanas atacamos inconscientemente quem aparenta menor resistência. Quem parece vulnerável torna-se alvo fácil de maus chefes, maus clientes e manipuladores. A linguagem corporal dominante protege, afasta predadores, cria respeito e gera autoridade invisível.
As melhores posturas de liderança não são agressivas, são subtis, elegantes e poderosas:
• Sorrir pouco e com intenção
• Ocupar mais espaço
• Manter cabeça direita
• Pés afastados e bem assentes
• Fazer a cúpula do poder
• Voz firme e mais grave
• Contacto visual assertivo
• Gestos lentos e controlados
Liderança começa na sua comunicação, na sua linguagem corporal.
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