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Netanyahu visita tropas no Líbano e diz que "há muito trabalho a fazer"

Lusa 12 de abril de 2026 às 22:43
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O primeiro-ministro israelita referia-se, à zona a sul do rio Litani que o Exército israelita ocupa desde a guerra regional que iniciaram, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irão.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, visitou este domingo as tropas na fronteira com o Líbano e alertou que “há muito trabalho a fazer”, apesar de uma reunião prevista esta semana para discutir um cessar-fogo entre os dois países.

Netanyahu visita tropas no Líbano e fala sobre trabalho
Netanyahu visita tropas no Líbano e fala sobre trabalho AP Photo/Alex Brandon, File

Netanyahu, que estava acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e pelo chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, assegurou que “a guerra continua, inclusive dentro da zona de segurança do Líbano”, segundo a agência EFE.

O primeiro-ministro israelita referia-se, mais concretamente, à zona a sul do rio Litani, uma área que representa pouco menos de 10% do território libanês e que o Exército ocupa desde a guerra regional que iniciaram, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irão, e à qual a milícia xiita libanesa Hezbollah se juntou em apoio a Teerão.

“Uma das coisas que vemos aqui é que alterámos radicalmente o panorama do Médio Oriente. Os nossos inimigos, o Irão e o eixo do mal, vieram para nos destruir e agora lutam simplesmente pela sua própria sobrevivência”, afirmou Netanyahu.

Pelo menos cinco pessoas morreram hoje e outras 25 ficaram feridas num ataque do Exército israelita contra a cidade de Qana, no sul do Líbano, informou o Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública libanês.

Estes ataques ocorrem depois de a Presidência do Líbano ter anunciado na sexta-feira que houve um primeiro contacto telefónico direto com Israel, através dos embaixadores de ambos os países nos Estados Unidos, no qual foi acordada uma reunião na próxima terça-feira na sede do Departamento de Estado em Washington para discutir o anúncio de um cessar-fogo.

Além disso, Israel lançou uma onda de bombardeamentos contra o Líbano na passada quarta-feira, que causou 357 mortos num único dia, além de 1.223 feridos, elevando para mais de 2.000 o número total de mortos desde o início do conflito, há cinco semanas, segundo o Ministério da Saúde libanês.