Desde o início da trégua, Israel e Hamas têm-se acusado mutuamente de violações ao cessar-fogo.
Israel encerrará na terça e quarta-feira as passagens por onde entra a ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido aos feriados israelitas, dificultando ainda mais a situação dos dois milhões de palestinianos que vivem no enclave, foi divulgado esta segunda-feira.
Faixa de Gaza: Destruição após ataque israelita AP Photo/Jehad Alshrafi
"Informamos que as passagens fronteiriças entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de abril) por ocasião do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel", indicou, em comunicado, o COGAT, o órgão militar israelita que administra os territórios palestinianos ocupados.
O COGAT salientou que, apesar do encerramento, o trabalho de recolha de ajuda humanitária já presente em Gaza continuará.
Este órgão militar já fechou as passagens fronteiriças de Gaza, que Israel controla na totalidade, durante as duas festas judaicas da Páscoa no início de abril.
Também as encerrou desde o início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, durante dois dias, exceto na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito e a única por onde se realizam evacuações médicas de palestinianos. Esta passagem só reabriu a 18 de março.
O COGAT diz que permite a entrada de cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia, embora apenas cerca de 120 deles sejam de agências humanitárias.
O restante é carga comercial, que a maioria dos habitantes de Gaza não consegue pagar.
Em 07 de outubro de 2023, um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em Israel causou cerca de 1.200 mortos, na maioria civis, e 251 reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, a destruição de quase todas as infraestruturas e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.
O cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, sem que Israel esteja a cumprir o acordado em relação a ajuda humanitária, reconstrução, proteção de civis, liberdade de circulação ou autogovernação, de acordo com um relatório elaborado por cinco organizações não-governamentais, com a presença da França.
Desde o início da trégua, Israel e Hamas têm-se acusado mutuamente de violações ao cessar-fogo. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, desde então os ataques israelitas causaram 777 mortos e 2.193 feridos, incluindo mais de 180 crianças.
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