O anúncio feito pelo gabinete de Benjamin Netanyahu contradiz a declaração feita pelo primeiro-ministro paquistanês que afirma que a suspensão das hostilidades também abrange o Líbano.
Israel apoiou esta quarta-feira o cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, entre os Estados Unidos e o Irão, mas afirmou que este não se estendia ao Líbano, onde as forças de defesa israelitas continuam a efetuar ataques no sul do país.
Ataque israelita ao LíbanoAP
O anúncio foi feito pelo gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e contradiz a declaração feita pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que disse que a suspensão das hostilidades também abrange o Líbano.
Depois de anunciar que as forças de defesa iriam continuar “operações de combate” contra o grupo armado de origem libanesa Hezbollah, apoiado pelo Irão, o Exército israelita emitiu, pela terceira vez desde o início do cessar-fogo, uma ordem de evacuação num subúrbio da capital Beirute.
With the greatest humility, I am pleased to announce that the Islamic Republic of Iran and the United States of America, along with their allies, have agreed to an immediate ceasefire everywhere including Lebanon and elsewhere, EFFECTIVE IMMEDIATELY. I warmly welcome the…
Numa declaração publicada no X, o porta-voz das forças de defesa israelitas, Avichay Adraee, afirmou que vão continuar os ataques contra o Hezbollah. “As Forças de Defesa de Israel não pretendem causar-vos mal, por isso, para vossa segurança, devem abandonar imediatamente. Considerem-se avisados”, concluiu.
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, há várias semanas que as autoridades israelitas têm rejeitado as tentativas do governo libanês de dar início às negociações para um cessar-fogo.
O conflito no Líbano eclodiu pouco tempo depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques contra o Irão no final de fevereiro. O Hezbollah, financiado pelo Irão, disparou foguetes contra Israel em retaliação pelo assassinato do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei. Em resposta, Israel lançou uma campanha de bombardeamentos em grande escala no sul do Líbano que se expandiram para a capital.
No final de março Benjamin Netanyahu ordenou a ocupação de mais território no sul do Líbano, levando a uma maior ocupação militar israelita. "Decidi alargar ainda mais a zona de segurança existente para, finalmente, frustrar a ameaça de invasão e impedir o lançamento de mísseis antitanque na nossa fronteira", afirmou o líder israelita que prometeu "mudar radicalmente" a situação fronteiriça.
Desde o início da guerra, mais de 1.500 pessoas foram mortas e mais de um milhão ficaram deslocadas, segundo autoridades libanesas.
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