Hungria vai realizar referendo sobre lei anti-LGBT

Hungria vai realizar referendo sobre lei anti-LGBT
Leonor Riso 21 de julho

Bruxelas avançou com uma ação legal contra o país por não respeitar tratados. Referendo terá cinco questões.

A Hungria vai realizar um referendo à lei anti-LGBT que entrou em vigor este mês. Os planos foram anunciados esta quarta-feira face à pressão da União Europeia, que acusou a Hungria de discriminação contra as pessoas LGBT. 

Porém, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, considerou que Bruxelas estava a abusar dos seus poderes ao contestar a lei que impede o uso de conteúdos que, segundo as autoridades, promovam a homossexualidade e a redesignação de género. Uma livraria foi multada por vender um livro sobre uma menina que tem dois pais, sob as novas regras. A União Europeia avançou com uma ação legal que pode impedir o financiamento europeu ao país e defende que a lei transgride os tratados europeus, e Orbán argumenta que Bruxelas não deve pronunciar-se sobre as leis de educação e proteção de crianças da Hungria. 

"O futuro das nossas crianças está em risco, por isso não podemos ceder neste assunto", afirmou num vídeo publicado no Facebook.

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