País nórdico aumentou o orçamento para o setor da defesa.
A Finlândia, país membro da Aliança Atlântica, aumentou o orçamento para o setor da defesa, enquanto o Governo afirma que está preparar-se para enfrentar uma crise com a Rússia.
O ministro da Defesa finlandês, Antti HäkkänenAP
No ano passado, a Finlândia gastou 6,5 mil milhões de euros em defesa, o que representa 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em comparação com 1,9% em 2022.
A Finlândia deve também receber este ano o primeiro de 64 aviões de combate F-35 norte-americanos.
O país partilha uma fronteira terrestre de 1.340 quilómetros com a Rússia e parte do seu território foi anexado pela União Soviética em 1940.
Em abril de 2023, a Finlândia pôs fim a décadas de não alinhamento militar ao aderir à Aliança Atlântica.
A entrada na NATO foi uma consequência da invasão da Ucrânia pelas forças de Moscovo.
"Antes tínhamos de nos desenrascar sozinhos. Com a ajuda de amigos, claro, mas sobrevivendo por conta própria. Agora, estamos totalmente integrados na NATO; é uma grande mudança na nossa abordagem à defesa", disse o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, em entrevista à Agência France Presse.
Para o governante, a Rússia, "preocupada com o conflito na Ucrânia", não representa atualmente uma ameaça militar direta, mas, sublinhou, pode tornar-se agressiva no futuro.
Nesse sentido, Antti Häkkänen afirmou que a Finlândia precisa de agir "rapidamente" para reforçar defesas.
Em janeiro, o Governo de Helsínquia abandonou a Convenção de Otava, que proíbe o uso das as minas terrestres antipessoais, e admite minar a zona de fronteira com a Rússia em caso de crise.
Perto do território finlandês, o exército russo está a reativar ou a reforçar bases, mas "por enquanto" não aumentou significativamente a presença militar na região, devido à guerra que trava contra as tropas ucranianas.
Face aos ataques de que os russos são suspeitos, a Finlândia reforçou também os sistemas de vigilância de cabos submarinos no Mar Báltico.
A Finlândia também fechou a fronteira com a Rússia "até novas ordens", temendo que o país vizinho possa orquestrar a chegada de migrantes provocando desestabilização, como aconteceu em 2023.
Nesse sentido, a Finlândia iniciou a construção de uma vedação fortemente vigiada com 200 quilómetros de comprimento em pontos estratégicos.
Com a vigência do serviço militar obrigatório, o país conta com uma reserva de 900 mil cidadãos, de uma população de 5,6 milhões.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.