Ética em tempo de Covid-19. As indicações aos médicos italianos sobre escolhas difíceis

Ética em tempo de Covid-19. As indicações aos médicos italianos sobre escolhas difíceis
Leonor Riso 14 de março de 2020

A Sociedade Italiana de Anestesia, Analgesia, Reanimação e Terapia Intensiva enviou um documento com 15 pontos aos profissionais de saúde.

Trata-se de uma "emergência máxima que não tem precedentes pelas características e proporções". Eis o que frisa a SIAARTI (Sociedade Italiana de Anestesia, Analgesia, Reanimação e Terapia Intensiva) numa nota acerca da pandemia de coronavírus Covid-19. Itália é o país europeu onde se vive a pior situação na Europa e por isso, a SIAARTI enviou aos profissionais de saúde um documento com 15 pontos acerca de recomendações de ética clínica a aplicar no tratamento de infetados.

O documento destina-se aos anestesistas e responsáveis pela reanimação das pessoas. "Milhares de anestesistas e responsáveis pela reanimação hoje em Itália integram a ‘primeira linha médica’ que está a chegar a turnos de 24 horas, junto aos colegas médicos e enfermeiros, além de assegurarem assistência de qualidade e em continuidade de cuidados", lê-se numa nota acerca do documento.

"Mas numa situação assim tão complexa, cada médico pode ter que tomar num curto espaço de tempo decisões dolorosas de um ponto de vista ético, além do clínico: que pacientes sobrepor a tratamentos intensivos quando os recursos não são suficientes para todos os pacientes que chegam, e nem todos têm as mesmas hipóteses de recuperação (leia-se: locais com características especiais, disponíveis em áreas que não possam ser ampliadas em breve, seja o seu número suportado de momento por salas operatórias convertidas bloqueando a atividade cirúrgica…)", continua o documento.

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