Na ausência de um balanço atualizado para toda a França, o ministro do Interior indicou às 20h00 de sábado que, até aquele momento, tinham sido registadas 1.200 detenções, num dia em que 150 polícias e gendarmes ficaram feridos.
As forças de segurança francesas detiveram 855 pessoas no sábado em Paris, na sequência dos protestos, que resultaram em confrontos com a polícia em muitas cidades, edifícios públicos vandalizados e saques a centenas de estabelecimentos comerciais.
O número foi divulgado este domingo pela Prefeitura de Polícia de Paris, que precisou que se trata de dados recolhidos até às 08h00 (07h00 em Lisboa) e assegurou que o trabalho judicial vai continuar, nomeadamente com a análise de imagens de vídeo, que permitirá identificar outros autores de atos violentos.
A Prefeitura de Polícia de Paris recordou que a orientação do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, é de que essas pessoas “devem responder pelos seus atos” e enfrentar as consequências civis e penais decorrentes das suas ações.
Na ausência de um balanço atualizado para toda a França, o ministro do Interior, Laurent Núñez, indicou às 20h00 de sábado (19h00 em Lisboa) que, até aquele momento, tinham sido registadas 1.200 detenções, num dia em que 150 polícias e gendarmes ficaram feridos.
Os protestos, convocados por diversos coletivos, em particular estudantes, mas também sindicatos e antigos líderes do movimento dos “coletes amarelo”, levaram 550.000 pessoas às ruas em toda a França, segundo Laurent Núñez, mas, segundo os organizadores, foram mais de 800.000 manifestantes.
Esta manhã, em algumas zonas comerciais do centro de Paris, o cenário era de montras de lojas totalmente destruídas, com vidros espalhados pelas ruas e, em algumas delas, ainda barricadas com contentores, vedações, bicicletas e mobiliário urbano.
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