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Data Center de Sines: viagem ao centro de dados que gastará mais eletricidade que três milhões de famílias

Muita segurança, um edifício (quase) sem pessoas e que parece um organismo vivo, um apetite insaciável por energia elétrica, grandes clientes internacionais de tecnologia em fila de espera: fomos à Start Campus, em Sines, a linha da frente da nova economia da inteligência artificial.

"Nunca tinha estado num data center?”, pergunta Luís Rodrigues, enquanto se ouve o som de uma porta de segurança a abrir e entramos num corredor longo sem janelas e com luz branca. Seguimos atrás do segurança que vai abrindo e fechando portas, parte do protocolo apertado. Para chegar ali passámos pelo controlo à entrada - com um grande portão automático de metal e uma cerca de arame farpado -, assinámos um acordo para não fazer imagens dos equipamentos no interior, vimos um vídeo de 10 minutos com as regras do centro e pusemos o telemóvel num saquinho de plástico para bloquear a câmara. “As pessoas que vêm pela primeira vez acham estranho, mas os clientes adoram ver tanta segurança”, diz o diretor operacional da Start Campus, que fica em Sines e é o maior centro de dados em construção na Europa. O segurança passa de novo o cartão - e entramos na linha da frente da economia mundial.

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