NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Novidades com vantagens exclusivas: descontos e ofertas em produtos e serviços; divulgação de conteúdos exclusivos e comunicação de novas funcionalidades. (Enviada mensalmente)
Entre as aplicações previstas, destacam-se: análise de tendências setoriais, balanço entre oferta e procura e verificação de antecedentes regulatórios para ajudar na definição de requisitos técnicos e comerciais durante a fase preparatória dos concursos.
As autoridades chinesas divulgaram esta quinta-feira uma estratégia para acelerar a aplicação de inteligência artificial (IA) nas licitações públicas, com o objetivo de aumentar a eficiência, reforçar a supervisão e garantir uma distribuição “justa e eficiente” dos recursos públicos.
China apresenta roteiro para integrar inteligência artificial nas contratações públicasAP
O documento, emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, principal órgão de planeamento económico da China) em conjunto com outras instituições estatais, define que, até ao final de 2026, algumas províncias deverão aplicar integralmente funcionalidades como a deteção de irregularidades, avaliação assistida por IA e identificação de conluio em concursos. O plano prevê a extensão destas práticas a todo o país até 2028.
Entre as aplicações previstas, destacam-se: análise de tendências setoriais, balanço entre oferta e procura e verificação de antecedentes regulatórios para ajudar na definição de requisitos técnicos e comerciais durante a fase preparatória dos concursos.
Durante a elaboração dos cadernos de encargos, a tecnologia deverá permitir a deteção antecipada de cláusulas ilegais ou que restrinjam a concorrência.
Do lado dos concorrentes, a IA poderá apoiar na preparação das propostas, na análise de riscos de incumprimento contratual e na verificação da documentação apresentada.
O plano sublinha, no entanto, que as conclusões geradas por sistemas de inteligência artificial não substituem o juízo independente das partes envolvidas nem isentam as respetivas responsabilidades legais. Prevê-se ainda o cumprimento rigoroso de exigências de registo, revisão e segurança dos algoritmos utilizados, para mitigar riscos como falta de transparência, erros ou enviesamentos.
O anúncio surge num contexto de rápida expansão do ecossistema chinês de IA, impulsionado pelo lançamento de modelos de linguagem avançados por empresas como Bytedance, DeepSeek, Alibaba e Baidu e um apoio político crescente à autossuficiência tecnológica.
A China procura consolidar as suas capacidades próprias em modelos, dados e infraestrutura computacional, num cenário de rivalidade crescente com os Estados Unidos no domínio da inteligência artificial.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.