As 192 horas negras no leste de Ghouta

As 192 horas negras no leste de Ghouta
Alexandre R. Malhado 26 de fevereiro de 2018

Nos últimos oito dias, foram mortas mais de 500 pessoas a leste de Ghouta, sem acesso a cuidados médicos ou alimentos. Médicos são obrigados a usar "medicamentos fora do prazo" e a "reutilizar equipamentos".

Foi mortífera a última semana do leste de Ghouta. Mais de 500 civis foram mortos em cinco dias de bombardeamentos do regime sírio sobre Ghouta Oriental, o enclave rebelde perto de Damasco. Entre os mortos, estão uma centena de crianças.

No centro dos conflitos entre os rebeldes e o regime, que cerca a região, os civis continuam sem acesso a cuidados médicos ou a alimentos - e os números estão à vista. Nas 48 horas antes de entrar em vigor o corredor humanitário organizado pela Rússia, no âmbito do cessar-fogo diário, morreram 30 pessoas, grande parte mulheres e crianças. No centro dos conflitos entre os rebeldes e o regime, que cercam a região, os civis continuam sem acesso a cuidados médicos ou a alimentos.

Segundo números das Nações Unidas, nas últimas 48 horas, três dezenas de civis foram vítimas de operações militares na região leste de Ghouta. Citada pela Reuters, Linda Tom, porta-voz da organização, diz que "as Nações Unidas vão dar ajuda imediata", mobilizando uma série de veículos "que darão apoio médico".

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