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A última linha da segurança de Putin: os guardiões do Kremlin

O Presidente russo tem 100 seguranças, que fazem a manutenção das suas residências e cozinham os pratos que come – para evitar envenenamentos. No fim da carreira são recompensados com altos cargos na administração pública.

Ser selecionado para integrar o grupo de seguranças pessoais de Putin não é uma tarefa simples. É obrigatório ter formação militar de combate, saber manusear armas de fogo, ter “excelente condição física e uma altura superior a 1,80 metros”, revela uma investigação do Dossier Center, uma plataforma fundada por jornalistas de investigação e financiada pela oposição russa . A aparência também entra nos requisitos: não podem ter barba nem bigode, devem ter o cabelo curto e não são permitidos piercings nem tatuagens visíveis. Reunidas estas condições, os candidatos precisam ainda de passar por várias entrevistas (com recurso a polígrafo) que comprovem a lealdade a Putin e o seu sentimento de patriotismo. É conduzida ainda uma investigação minuciosa às suas famílias, para despistar quaisquer ligações à oposição russa.

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