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Dinastia Kadyrov ameaçada agita estabilidade russa

Suspeita-se que o chefe checheno sofra de uma doença terminal – tendo já promovido os filhos em busca de um sucessor. A transição pode ser sangrenta e um risco para Putin.

No norte do Cáucaso, Ramzan Kadyrov, líder da república autónoma russa Chechénia, tem preservado a estabilidade com mão de ferro (e total lealdade ao Kremlin de Vladimir Putin). Em 2009, dois anos depois de ascender ao poder, o seu guarda-costas Umar Israilov foi morto a tiro em Viena, Áustria, após declarar publicamente ter sido torturado pelo regime. No mesmo ano, Sulim Yamadayev, seu rival político, foi morto a tiro no Dubai, num parque de estacionamento; o irmão Ruslan viria a sofrer o mesmo destino. Em fevereiro de 2015, quando foi morto Boris Nemtsov, ativista anticorrupção e antigo vice-primeiro-ministro russo, abertamente anti-Putin, os assassinos eram chechenos com ligações à cúpula do regime. A lista de assassinatos continua e atualmente não resta grande oposição a Kadyrov, obediente à Federação Russa.

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