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Urnas abrem na Hungria para decidir o futuro de Orbán

Gabriela Ângelo 12 de abril de 2026 às 09:47

Depois de 16 anos no poder o primeiro-ministro populista Viktor Orbán pode ser substituído pelo seu antigo aliado, Péter Magyar.

Cerca de oito milhões de húngaros estão este domingo a ser chamados às urnas para uma das eleições legislativas mais decisivas da Europa este ano. O resultado poderá destituir o primeiro-ministro populista Viktor Orbán, aliado do presidente norte-americano, Donald Trump e do presidente russo, Vladimir Putin, dando lugar ao seu antigo aliado, Péter Magyar. 

Cerca de oito milhões de húngaros votam para decidir o futuro do país AP

As urnas abriram às 06h00, hora local, 05h00 em Portugal Continental, e estão previstas encerrar pelas 19h00, 18h00 em Portugal. 

Segundo a agência norte-americana Associated Press, Orbán, que está no poder há 16 anos, e o seu principal adversário, Péter Magyar, líder do partido Tisza, chegaram aos seus respetivos locais de voto em Budapeste quase ao mesmo tempo. Em declarações aos jornalistas, o atual chefe do governo afirmou que a campanha tinha sido "um grande momento nacional" e agradeceu aos apoiantes. "Estou aqui para ganhar", garantiu. 

Depois de exercer o seu direito de voto, Magyar afirmou que esta eleição era "uma escolha entre o Leste ou o Ocidente, a propaganda ou o discurso público honesto, a corrupção ou uma vida pública íntegra", apelando ao voto entre todos os cidadãos húngaros. 

Péter Magyar, de aliado a adversário

O principal adversário de Orbán para as eleições deste domingo, Péter Magyar, nem sempre foi um oponente do atual regime. Houve uma altura em que ele integrou o partido do líder hungaro, Fidesz, onde desempenhou funções como diplomata em Bruxelas e trabalhou para várias empresas estatais. Contudo, em 2023 decidiu cortar laços com o Fidesz e logo a seguir juntou-se ao Tisza, fundado em 2020. Desde então, o partido tem vindo a crescer. 

Na altura Magyar afirmou ao canal televisivo britânico que se tinha tornado "cada vez mais crítico, tanto em público como em privado" e que o partido ao qual se juntou em 2002 era "muito diferente" do que é hoje em dia. 

As alianças de Orbán

Este é um momento crucial para Orbán, o líder mais antigo da União Europeia (UE) que nos últimos tempos tem fomentado relações tensas com grande parte dos seus Estados-membros e que piorou desde a invasão russa à Ucrânia em 2022. Em dezembro do ano passado bloqueou um empréstimo da UE à Ucrânia e esta quarta-feira o avançou que Orbán acordou um plano de doze pontos para aproximar a Hungria da Rússia. 

Além de uma aliança com Vladimir Putin, a sua aliança com Donald Trump também se tem vindo a fortificar de tal forma que esta sexta-feira o líder norte-americano afirmou que estaria pronto a "usar todo o poder económico para fortalecer a economia da Hungria" caso Orbán seja reeleito. 

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