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Última inspeção ao comboio descarrilado em Espanha foi realizada na quinta-feira

Lusa 19 de janeiro de 2026 às 13:16

Segundo a empresa a composição tinha 289 passageiros, quatro tripulantes e um maquinista a bordo

O comboio de alta velocidade que descarrilou em Espanha no domingo, antes de colidir com outro comboio que seguia em sentido contrário numa linha paralela, tinha sido submetido à inspeção na quinta-feira, anunciou esta segunda-feira a companhia ferroviária Iryo.
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O comboio, fabricado em 2022 e "cuja última inspeção foi realizada a 15 de janeiro", partiu "com 289 passageiros, quatro tripulantes e um maquinista a bordo. Às 19:45 (18:45 em Lisboa), por razões ainda desconhecidas, desviou para a linha adjacente", afirmou a operadora num comunicado de imprensa enviado à agência de notícias francesa AFP. Pelo menos 39 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após o descarrilamento ocorrido no município de Adamuz, em Córdova. Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via, onde circulava o comboio da Renfe. Numa conferência ao início da madrugada de hoje, o ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, disse não ter uma explicação para o acidente, que envolveu os dois comboios de alta velocidade, e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos. Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos. Os sindicatos CCOO [Confederação Sindical de Comissões Operárias) e UGT exigiram hoje, em comunicados separados, uma investigação minuciosa às causas do acidente ferroviário ocorrido em Adamuz.
Na nota, o sindicato CCOO exige "total transparência e rigor" na investigação das causas do acidente "para determinar as responsabilidades correspondentes".
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O primeiro-ministro Espanhol, Pedro Sánchez, está hoje de manhã a caminho do local do acidente, de acordo com o seu gabinete. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português lamentou o acidente e informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova. Fonte do gabinete de Paulo Rangel disse, pelas 08:15, que até hoje de manhã não havia indicação de vítimas portuguesas, adiantando que o Governo continua a acompanhar a situação. Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou no domingo pesar ao monarca espanhol, Felipe VI, pelas vítimas do acidente ferroviário. Vários outros líderes europeus bem como a presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, enviaram também condolências às famílias das vítimas do acidente.
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