Tiroteio em Jerusalém faz pelo menos 6 mortos
Dois dos atacantes foram “neutralizados” logo após o início do tiroteio.
Um ataque à mão armada em Jerusalém na manhã desta segunda-feira matou pelo menos seis, a informação foi avançada pela polícia israelita e pelo serviço paramédico Magen David Adom e citada pela Associated Press.
Quanto ao número de feridos os dados ainda não são claros uma vez que a Associated Press refere que 12 pessoas estão feridas e o The Jerusalem Post fala em 21.
Quatro pessoas foram declaradas mortas no local, Yaakov Pinto, 25, o rabino Levi Yitzhak Pash, Israel Mentzer, 28, e Yosef David, 43, já depois dos feridos terem sido transportados para hospitas mais duas pessoas foram declaradas mortas. Uma delas é uma mulher na casa dos 50 anos que estava no Centro Médico Shaare Zedek.
A polícia referiu também que dois dos atacantes foram “neutralizados” logo após o início do tiroteio que ocorreu num importante cruzamento entre a entrada norte da cidade e uma estrada que dá acesso aos colonatos israelitas localizados em Jerusalém Oriental, parte da Cisjordânia.
Benjamin Netanyahu já esteve no local do ataque e considerou que Israel está "numa guerra intensa contra o terror em várias frentes": "Uma perseguição e cerca às aldeias de onde os terroristas vieram está em andamento Umas das pessoas que matou um dos terroristas é o soldado ultraortodoxo do Batalhão Hashmonaim".
"Esses assassinatos, esses ataques, em todas as frentes, não nos enfraquecem. Apenas aumentam a nossa determinação para cumprir as missões que assumimos, em Gaza, na Judeia e Samaria, em todos os lugares", garantiu o primeiro-ministro israelita.
Os meios de comunicação israelitas estão a avançar que dois agressores entraram num autocarro, na linha 62, e começaram o tiroteio. Já estão a ser divulgadas várias imagens do ataque onde é possível ver dezenas de pessoas a fugirem da paragem de autocarro no cruzamento bastante movimentado.
“Quando chegámos [ao local do ataque], vimos pessoas inconscientes na rua, na beira da estrada e na calçada perto de uma paragem de autocarro. Havia muita destruição e pedaços de vidro no chão”, referiu uma das paramédicas ao The Jerusalem Post.
Avi Swissa, paramédico e porta-voz da United Hatzalah – um serviço médico de emergência israelita em regime de voluntariado – partilhou com a emissora pública Kan 11 que “estava no cruzamento” no momento do ataque: “As pessoas estavam a fugir dos tiros. Parei num cruzamento muito próximo para garantir que o incidente estava sob controlo e depois voltei para o local. Não foi uma cena simples, houve muitas vítimas”.
A Jihad Islâmica Palestina e o Hamas já elogiaram o ataque - sem terem reivindicado o mesmo - enquanto a polícia israelita fechou todos os pontos de entrada e saída da cidade e iniciou uma operação para identificar mais pessoas envolvidas no ataque.
Desde que a guerra em Gaza começou, depois do ataque de 7 de outubro contra Israel, que a violência na Cisjordânia, especialmente nas zonas ocupadas, também aumentou. Vários têm sido os ataques de colonos israelitas contra palestinianos, mas também os ataques de palestinianos contra israelitas.
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