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Socialista Emmanuel Grégoire vence Câmara de Paris e sucede a Anne Hidalgo

Gabriela Ângelo 22 de março de 2026 às 20:55

Os eleitores franceses voltaram às urnas no domingo para a segunda e última volta das eleições municipais em mais de 1.500 municípios.

Amplamente apontado como o vencedor em Paris, o socialista Emmanuel Grégoire torna-se, este domingo, o novo presidente da Câmara Municipal da capital francesa, sucedendo à sua colega de partido Anne Hidalgo. As colocam-no muito à frente da sua rival conservadora Rachida Dati, que já reconheceu a derrota.

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Emmanuel Grégoire, presidente da Câmara de Paris
Foto: AP
Eleições Municipais em França
Foto: AP

Os eleitores franceses voltaram às urnas no domingo para a segunda e última volta das eleições municipais em mais de 1.500 municípios.

No seu discurso de vitória considerou que "Paris decidiu manter-se fiel à sua história" e agradeceu aos eleitores "que escolheram a união da esquerda e os ecologistas". "Paris será o coração da resistência contra a aliança da direita que quer tirar-nos aquilo que temos de mais precioso e frágil: a simples alegria de vivermos juntos", declarou. "Paris é esta promessa e comprometo-me a cumprir esta promessa nos próximos seis anos", afirmou. 

Grégoire saudou ainda Rachida Dati, afirmando que o seu gabinete está sempre aberto "à oposição" e homenageou Sophia Chikirou, a  candidata pela França Insubmissa, "cujo resultado nos lembra que o desejo de solidariedade está profundamente enraizado na alma parisiense". 

Segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP), a afluência às urnas às 17h00, hora local, 16h00 em Portugal Continental, era de pouco mais de 48%, superior à registada nas eleições de 2020, realizadas durante a pandemia de COVID-19.

Estas eleições, que tiveram início na semana passada e terminaram hoje, estão a ser vistas como um possível presságio para as eleições presidenciais do próximo ano. Entre as preocupações notadas pela publicação norte-americana está a de saber se a França se encontra à beira de uma onda populista de extrema-direita semelhante ao que aconteceu na Argentina e na Itália nos últimos anos. 

Os candidatos de extrema-direita tiveram um forte desempenho na primeira volta das eleições em grandes cidades como Marselha, Nice e Toulon. Isto pode cimentar a posição do partido atualmente liderado por Jordan Bardella, que sucedeu a Marine Le Pen, Reagrupamento Nacional, que lidera as sondagens das eleições presidenciais. 

Em atualização

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