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Reza Pahlavi é a cara da oposição iraniana. País vai voltar a ter um xá?
O filho mais velho do último xá do Irão vive há mais de 50 anos dos Estados Unidos e já elogiou várias vezes Donald Trump.
O nome de Reza Pahlavi tem aparecido, entre os iranianos, como a personificação de um novo regime, longe da influência do Aiatolá Ali Khamenei.
Reza Pahlavi pede aos manifestantes para tomarem cidades no Irão
AP
“Projeto de Prosperidade do Irão: uma forma realística de libertar o Irão”
Os aliados de Pahlavi são autores do Projeto de Prosperidade do Irão, um plano ambicioso para um país pós-islamista. Para uma fase inicial está já traçado um manual da fase de emergência, que se iniciará logo após a queda do regime, e durante a qual consideram que é essencial manter a estabilidade. O líder de transição - muito provavelmente o próprio Pahlavi - concentrará em si um poder significativo. Este documento foi editado por Saeed Ghasseminejad, próximo de Pahlavi e consultor sénior da Fundação para a Defesa das Democracias. Este projeto prevê também, num momento mais avançado, que os iranianos possam decidir se querem ser governados por uma “monarquia democrática” ou uma “república democrática”, apesar de o príncipe herdeiro defender que o país deve ter uma democracia secular. Ainda assim, o site do projeto garante que se trata de uma “campanha apartidária”, que pretende “reunir especialistas para desenvolver planos abrangentes e academicamente revistos por pares para o futuro do Irão”.Existem outras opções?
Memórias do Xá
A última pessoa a liderar um golpe de Estado no Irão foi o aiatóla Ruhollah, clérigo responsável por depor o pai de Pahlavi. Na altura o aiatola aliou-se a diversos grupos, desde secularistas a comunistas, para conseguir afastar a dinastia Pahlavi do poder. Além de poderem estar traumatizados com golpes de estado, os iranianos sabem também que nem todas as promessas feitas antes de uma mudança de regime são cumpridas. Ruhollah tinha prometido que iria afastar-se da vida pública para estudar o Islão e não assumiria a liderança do país, algo que não se verificou. O Irão passou a ser uma teocracia, um sistema onde a religião e a política estão intrinsecamente ligadas. A realidade é que Mohammad Reza Pahlavi liderava um regime autocrático e ficou conhecido pelas medidas para “ocidentalizar” o Irão que originaram uma modernização rápida e levaram ao empoderamento das mulheres. No entanto, parte da população considerava que essas reformas não respeitavam os valores islâmicos tradicionais e faziam com que o país se fosse bastante dependente dos Estados Unidos. O xá era visto como um fantoche dos norte-americanos, especialmente depois do golpe de Estado de 1953, apoiado pela CIA, que devolveu o poder à família Pahlavi. As desigualdades económicas, a corrupção e a repressão levadas a cabo pela polícia secreta SAVAK alimentavam o descontentamento de vários grupos sociais. Apesar de nunca ter governado o país, Reza Pahlavi não deixa de fazer parte da família Pahlavi que, tal como os aiatolas, governou o Irão de forma autocrática.Artigos Relacionados
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