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Resgatadas 111 pessoas que tentavam atravessar Canal da Mancha

Lusa 02 de abril de 2026 às 11:20

As operações foram realizadas horas depois de um barco insuflável, com 30 pessoas a bordo, ter-se afundado na travessia.

Mais de cem migrantes foram resgatados esta quinta-feira de madrugada no Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, em várias operações realizadas pelas equipas de resgate, anunciaram os serviços estatais franceses.

Resgate no Canal da Mancha: 111 pessoas salvas após naufrágio Foto AP/Francesco Malavolta

As operações foram realizadas horas depois de um barco insuflável, com 30 pessoas a bordo, ter-se afundado na travessia, provocando a morte de dois homens, as primeiras mortes registadas este ano no mar que faz fronteira entre a França e o Reino Unido.

No ano passado, pelo menos 29 migrantes terão morrido no mar nesta região, de acordo com uma contagem da agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais.

As autoridades detiveram uma das pessoas que viajava no barco insuflável, um turco suspeito de estar envolvido na organização da tentativa de travessia marítima para Inglaterra, avançou hoje a polícia.

A imigração ilegal para Inglaterra a partir da costa norte de França tornou-se uma dificuldade permanente nas relações entre Paris e Londres.

As duas capitais prolongaram, esta semana, por dois meses, o atual acordo de cooperação para o controlo das travessias ilegais, depois de não terem conseguido concluir as negociações a tempo de criar uma nova parceria.

As discussões bilaterais estão a revelar-se difíceis, com Londres a exigir que o seu contributo financeiro para a segurança das fronteiras por parte das autoridades francesas esteja condicionado ao alcance de uma meta mais ambiciosa de interceção de embarcações do que a que está atualmente em curso, segundo a imprensa britânica.

Sob pressão do Reino Unido, a França alterou a sua doutrina de intervenção marítima no final do ano passado para permitir a interceção de mais destas embarcações.

No entanto, "o princípio fundamental" que tem de nortear as ações das autoridades francesas "é o de prestar assistência a qualquer pessoa em perigo no mar", sublinhou na semana passada o secretário de Estado francês para os Assuntos Marítimos, Xavier Ducept, durante a comissão parlamentar de inquérito que investiga as consequências do acordo franco-britânico para vigilância da fronteira entre os dois países.

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