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Quarto dia de guerra no Irão: um resumo de tudo o que se passou

Diogo Barreto 03 de março de 2026 às 22:53

Presidente dos EUA vai "cortar todos os acordos com Espanha" e atira ao Reino Unido enquanto elogia a Alemanha.

Ao quarto dia, o Irão intensificou a retaliação aos ataques levados a cabo no sábado pelos Estados Unidos e por Israel. Mas esta terça-feira foi também um dia em que Donald Trump apontou o dedo a países europeus e prometeu uma guerra comercial a Espanha.

Fumo sobe sobre a cidade do Irão durante o quarto dia de guerra AP Photo/Vahid Salemi

Agência nuclear da ONU afirma que instalação nuclear iraniana sofreu alguns danos

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) declarou esta terça-feira que a instalação de enriquecimento nuclear de Natanz, no Irão, sofreu "alguns danos recentemente", embora "não se esperem consequências radioativas".

A agência nuclear da ONU referiu que os danos se concentraram nos "edifícios de entrada" da parte subterrânea da instalação nuclear iraniana. Natanz, que se localiza no centro do Irão, já tinha sido alvo de ataques dos Estados Unidos durante os 12 dias da guerra entre o Irão e Israel, em junho passado.

França envia sistema de defesa e uma fragata para Chipre

e contra drones para Chipre depois de uma base aérea britânica na ilha ter sido atacada por drones na segunda-feira, anunciou Emmanuel Macron, presidente de França.

O ataque com os aparelhos aéreos não-tripulados (drones) foram atribuídos à milícia xiita Hezbollah (Partido de Deus), apoiada pelo Irão, e terá partido de bases no Líbano, país situado a cerca de 250 quilómetros de Chipre, país membro da União Europeia.

Hoje, o porta-voz do Governo de Nicósia, Konstantinos Letymbiosistis, confirmou a contribuição militar francesa em conferência de imprensa, que se vai juntar aos aviões de combate e uma fragata enviados pela Grécia para defender a ilha mediterrânica.

Trump critica Espanha e Reino Unido

O presidente dos EUA ameaçou esta terça-feira "cortar todo o comércio com Espanha" por causa da posição do Governo espanhol em relação à ofensiva militar norte-americana contra o Irão. "Espanha tem sido terrível. Vamos cortar todo o comércio com Espanha. Não queremos ter nada a ver com Espanha", disse Trump.

Espanha rejeitou a utilização por parte dos EUA das bases militares de Rota e Morón, no sul do país, para as operações relacionadas com os ataques ao Irão lançados no sábado, o que levou os norte-americanos a deslocar os aviões cisterna de abastecimento de outras aeronaves que tinham em território espanhol para bases noutros países da Europa.

esta terça-feira que os acordos comerciais que tem com os Estados Unidos (EUA) são feitos no quadro da União Europeia (UE), depois da ameaça de embargo por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Donald Trump concedeu uma entrevista telefónica ao tabloide inglês The Sun em que lamentou que o governo britânico não tivesse apoiado a ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão. O presidente dos Estados Unidos deu mesmo a entender que Keir Starmer não o fez por estar a pensar nos eleitores muçulmanos do seu país.

Trump constatou que a "não é sólida" e lamentou que as coisas já não fossem "como eram antes", o que o deixa "muito triste".

E deixa palavras simpáticas para a Alemanha

Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, e sobre a relação entre os Estados Unidos e a Alemanha, Trump considerou que os “países dão-se muito bem, temos muita afinidade” e que a reunião vai servir para “falar sobre o dia depois, do que vai acontecer depois”. O alemão esclareceu também que os dois países estão “na mesma página no que toca a acabar com este terrível regime em Teerão”.

“A Alemanha tem sido ótima. Acho que o responsável da NATO tem sido fantástico. Mas países como a Espanha têm sido terríveis”. disse ainda o republicano.

Trump e Merz reconheceram estar preocupados com o aumento dos preços, concretamente no que toca aos preços do petróleo e energia. “Por esse motivo queremos que esta guerra acabe o mais depressa possível”, garantiu o chanceler alemão. No entanto, “algo tinha de ser feito” contra o Irão, completou Trump.

Quem irá liderar o Irão?

Donald Trump foi questionado na Casa Branca sobre se Reza Pahlavi, herdeiro da monarquia do Xá, . O presidente norte-americano não se mostrou entusiasmado com essa possibilidade. “Algumas pessoas gostam dele. Não temos pensado muito sobre isso”, explicou Donald Trump. “Parece-me que alguém de dentro [do país] poderia ser mais apropriado", afirmou.

Reza Pahlavi está há 47 anos fora do Irão, desde a revolução de 1979. “Ele parece ser muito simpático, mas parece-me que alguém que esteja lá, que é atualmente popular [lá]”, explicou o Presidente dos EUA. Mas não identificou opções, dizendo que “a maioria das pessoas” que a administração tinha “em mente estão mortas”.

Pahlavi, de 65 anos, considera que está “posicionado de forma única” para liderar um governo de transição no Irão.

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