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Putin admite “défice” de combustível na Rússia após ataques ucranianos

Renata Lima Lobo 29 de junho de 2026 às 21:58

Após novos ataques ucranianos a uma refinaria russa, Vladimir Putin reconheceu, pela primeira vez, que a Rússia enfrenta um “certo défice” de combustível, mas defende que esses ataques não têm impacto no avanço das suas forças militares.

As tensões na guerra na Ucrânia continuam a escalar e, ultimamente, têm-se destacado os ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo russas. A mais recente ofensiva atingiu uma refinaria em Slavyansk-na-Kubani, uma cidade na região russa de Krasnodar, a leste da Crimeia ocupada. Trata-se de uma das principais refinarias do sul da Rússia, processando cerca de 4 milhões de toneladas de crude por ano, de acordo com o site do operador.

Vladimir Putin anuncia que irá importar mais combustível para combater escassez Gavriil Grigorov/Putin

Este domingo, Vladimir Putin descreveu os ataques a um repórter da televisão estatal russa como uma tentativa de “provocar uma divisão na sociedade russa e forçar a Rússia a interromper, mesmo que por pouco tempo, o avanço das nossas tropas ao longo da linha de contacto, criando condições para lançar um processo negocial em termos vantajosos para o adversário”, cita a (AP).

Putin acrescentou que os ataques “não têm absolutamente nenhum impacto na situação na frente, na linha de contacto”, explicando que a Rússia irá importar mais combustível e acelerar as reparações das instalações petrolíferas para resolver o “défice temporário”.

Enquanto o reforço anunciado não chega, a verdade é que a escassez de combustível se vai espalhando pelo país, originando longas filas nas estações de serviço. Segundo a AP, o governador da região siberiana de Irkutsk, Igor Kobzev, anunciou que os condutores só poderão comprar até 50 litros de combustível por veículo por dia nos postos da estatal Rosneft, enquanto outros postos poderão impor limites ainda mais baixos.

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