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Programa de IA da Antrhopics detetou mais de 10 mil falhas de segurança em 30 dias

Diogo Barreto 25 de maio de 2026 às 16:42

O Claude Mythos foi usado para detetar vulnerabilidades de segurança em empresas que colaborem com o projeto.

A Anthropic divulgou o primeiro relatório público produzido na sequência da iniciativa de cibersegurança Project Glasswing, lançada em abril. O objetivo da iniciativa é prevenir ciberataques recorrendo a um dos modelos de Inteligência Artificial mais avançados da empresa, o Claude Mythos Preview (modelo alegadamente tão poderoso que a empresa decidiu não o lançar para o público em geral).

Don Feria/AP Content Services for Anthropic

Segundo a empresa, o modelo ajudou os parceiros a identificarem mais de dez mil vulnerabilidades de segurança nas suas redes e as empresas melhoraram em dez vezes as suas capacidades para identificar falhas de segurança desde que começaram a usar o Mythos.

Entre as empresa que participaram na Project Glasswing estão a Cloudflare, que diz ter encontrado 2 mil bugs, e também a Mozilla, que diz ter corrigido 271 vulnerabilidades no navegador Firefox graças ao modelo desenvolvido pela Anthropic.

A Anthropic anunciou, no começo de maio, um acordo com a SpaceX para a utilização do centro de dados Colossus One. Foi agora revelado que, para usar este centro de dados, a empresa de Inteligência Artificial paga mil milhões de euros por mês à empresa de Elon Musk.

A Anthropic nota que nenhuma empresa tem, neste momento, capacidade para impedir que este modelo fosse usado para encontrar falhas e as aproveitar e é por isso que não terá disponibilizado o software para o público em geral.

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