NATO/Cimeira: Trump ameaça cortar "todas as relações comerciais" com Espanha
O presidente dos Estados Unidos acredita que quando as restrições forem impostas, a Espanha vai "voltar a correr" para os braços dos norte-americanos.
O Presidente dos Estados Unidos afirmou esta quarta-feira que vai cortar "todas as relações comerciais" com a Espanha, considerando que é um "parceiro terrível" da NATO e um país governado por "pessoas más".
Em declarações aos jornalistas num evento com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, à margem da cimeira da Aliança Atlântica, em Ancara, Donald Trump renovou as críticas à Espanha, que acusou de ser um "parceiro terrível".
"Não participam [na NATO], não pagam. Eu não quero ter nada a ver com a Espanha. Corta todas as relações com a Espanha, se faz favor, incluindo visitas, ok?", disse Trump, dirigindo-se ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
O Presidente dos Estados Unidos considerou que, quando essas restrições forem impostas, a Espanha vai "voltar a correr" para os braços dos norte-americanos e reiterou que quer cortar "qualquer relação comercial" com aquele país.
"São um caso perdido, são más pessoas. Todos estão a pagar e a trabalhar, mas Espanha é abertamente hostil. Vamos ver se continuam a ser hostis quando ligarem a dizer 'por favor, por favor, queremos fazer comércio convosco, senhor'. Ganham tanto dinheiro connosco e vamos garantir que passam a ganhar muito menos", afirmou.
No ano passado, durante a cimeira de Haia, o Presidente dos Estados Unidos já tinha ameaçado cortar as relações comerciais com Espanha, após o presidente do executivo espanhol, Pedro Sánchez, ter recusado cumprir a meta de dedicar 5% do PIB à Defesa.
Depois destas declarações sobre Espanha, Trump voltou a abordar a questão da Gronelândia, assumindo que é um "grande problema", que é "muito importante para os Estados Unidos e não é importante para a Dinamarca".
O Presidente dos Estados Unidos alegou que, quando a Dinamarca foi "atropelada pelos nazis em menos de um dia" durante a Segunda Guerra Mundial, pediu aos Estados Unidos para "tomarem conta da Gronelândia".
"E nós ficámos com a Gronelândia e depois, estupidamente, devolvemo-la, porque nós é que precisamos da Gronelândia. Nós precisamos da Gronelândia para proteger o mundo, não apenas os Estados Unidos", afirmou, acrescentando que nunca teria devolvido a Gronelândia à Dinamarca. "E também não teria devolvido o canal do Panamá", acrescentou.
Donald Trump voltou ainda a afirmar que está "muito descontente" com a NATO devido à postura que países como a França, Alemanha, Itália ou Reino Unido adotaram perante a guerra no Irão, ao recusarem ceder bases militares às Forças Armadas norte-americanas.
"Ninguém quis ajudar, a não ser alguns países mais pequenos, porque são mais vulneráveis. Foi a única razão pela qual quiseram ajudar", considerou.
Trump assegurou que irá transmitir aos restantes líderes os seus "problemas", apesar de reiterar que gosta dos chefes de Estado e de Governo europeus. "Acho que não trataram bem os Estados Unidos durante muitos anos, mas pronto, são pessoas sãs, racionais e boas pessoas, pelo menos a maior parte", disse.