Mais de 20 portugueses pediram asilo no Reino Unido em 2025
Os Estados Unidos lideraram a lista, com 156 requerentes, seguidos de países da União Europeia (UE), como Polónia (88) e Roménia (68).
Mais de duas dezenas de portugueses pediram asilo no Reino Unido em 2025, integrando um grupo vasto de cidadãos de países considerados "seguros" que beneficiaram de alojamento e apoios públicos enquanto os processos eram analisados, noticiou o Daily Telegraph.
Citando dados do Ministério do Interior, o diário britânico indica que 24 cidadãos portugueses apresentaram pedidos de asilo no ano passado, número idêntico ao registado para Itália e superior ao de países como França (12) ou Suécia (11). Os Estados Unidos lideraram a lista, com 156 requerentes, seguidos de países da União Europeia (UE), como Polónia (88) e Roménia (68).
Segundo o Daily Telegraph, entre os requerentes encontram-se também cidadãos sujeitos a ordens de deportação, que recorrem ao pedido de asilo para atrasar a expulsão do país. Especialistas indicam também que requerentes podem ser dependentes de processos apresentados por familiares de outras nacionalidades.
O jornal alega que muitos destes requerentes de asilo, incluindo portugueses, são alojados temporariamente pelo Estado britânico, nomeadamente em hotéis, enquanto aguardavam decisão sobre os seus pedidos, e têm direito a um subsídio semanal de 49,18 libras (cerca de 57 euros) para despesas essenciais, como alimentação, vestuário e produtos de higiene.
Um porta-voz do Ministério do Interior afirmou à agência Lusa que "a maioria dos pedidos de asilo provenientes destes países é rejeitada ou retirada, tendo apenas 3% dos pedidos sido deferidos no último ano".
"Os pedidos de asilo são avaliados caso a caso e aqueles cujos requerentes não necessitem de proteção serão recusados", salientou. A legislação britânica obriga à prestação de apoio, incluindo alojamento, aos requerentes considerados sem meios de subsistência durante a análise dos processos.
O Governo britânico pretende alterar este regime, tornando esse apoio discricionário em vez de obrigatório.