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Homem acusado de tentativa de homicídio após esfaquear dois judeus em Londres

Lusa 01 de maio de 2026 às 08:58

A polícia informou que Essa Suleiman enfrenta duas acusações de tentativa de homicídio relacionadas com o ataque, ocorrido em Golders Green, na quarta-feira.

Um homem de 45 anos foi esta sexta-feira acusado de tentativa de homicídio, após esfaquear dois homens judeus em Londres, no mais recente de uma série de ataques que têm gerado medo e indignação na comunidade judaica britânica.

Imagens de ‘bodycam’ mostram momento em que suspeito de esfaquear dois homens judeus em Londres é imobilizado

A polícia informou que Essa Suleiman enfrenta duas acusações de tentativa de homicídio relacionadas com o ataque, ocorrido em Golders Green, na quarta-feira.

O suspeito enfrenta ainda uma terceira acusação pelo mesmo crime, devido a um incidente ocorrido noutra zona da cidade, no mesmo dia, que deixou um homem com ferimentos ligeiros.

Essa Suleiman, cidadão britânico nascido na Somália e residente em Londres, deverá comparecer pela primeira vez em tribunal ainda hoje.

O governo britânico comprometeu-se a combater o antissemitismo após os esfaqueamentos numa área do norte de Londres considerada um dos principais centros da comunidade judaica no país.

As vítimas, de 34 e 76 anos, ficaram gravemente feridas. Uma delas já teve alta hospitalar, enquanto a outra se encontra em condição estável.

Os esfaqueamentos ocorreram após uma série de ataques contra sinagogas e outros locais judaicos em Londres nas últimas semanas.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, afirmou que o governo irá reforçar a segurança da comunidade judaica e “fazer tudo” o que estiver ao seu alcance “para erradicar este ódio”.

O nível oficial de ameaça terrorista no Reino Unido foi elevado de “substancial” para “grave” após o ataque com esfaqueamento na quarta-feira.

“Grave” é o segundo nível mais alto numa escala de cinco e significa que as agências de inteligência consideram altamente provável a ocorrência de um ataque nos próximos seis meses.

A polícia afirmou que Suleiman foi encaminhado em 2020 para o programa governamental Prevent, que procura afastar indivíduos do extremismo.

O processo foi encerrado ainda nesse ano, não tendo sido divulgado o motivo.

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